Atualmente é notória a presença do Staphylococcus sp. (coagulase negativo) (ECN) em UTI neonatal como agente causador das infecções relacionadas à assistência a saúde (IRAS). Muitos autores têm estudado este agente nos pacientes de UTI neonatal pois eles não só contaminam mas também infectam. Estima-se que no Brasil, 60% da mortalidade infantil ocorra no período neonatal, sendo a sepse neonatal uma das principais causas.

As falhas na técnica asséptica de coleta de sangue para hemoculturas aliadas ao aumento da sensibilidade dos métodos automatizados ocasiona aumento substancial da taxa de contaminação por ECN e devido a particularidade do sistema imune do neonato ainda imaturo, é de suma importância distinguir colonização de contaminação. Diante destes fatos objetivando aprimorar o diagnóstico de sepse verdadeira, muitos critérios foram propostos como o escore NOSEP , o estudo da produção de slime, do operon ICA e dosagens de marcadores bioquímicos como a Proteína C reativa. O presente trabalho faz uma revisão destes e de outros fatores importantes pra a prevenção de IRAS causadas por ECN.

Autor: Paulo Bertolucci de Souza