A formação do profissional de saúde ainda é especialmente voltada para que ele adquira conhecimentos que sejam aplicados aos pacientes. Existe uma distância entre o cuidado ao paciente e o autocuidado do profissional que cuida.

Esta dicotomia dificulta a promoção da saúde do trabalhador. O conhecimento recebido na condição de aluno e após formação para realização da prevenção e tratamento das doenças não pode estar direcionado somente para o paciente, e sim, também, para o profissional de saúde. Assim, verifica-se a necessidade de aprofundar a reflexão e a geração de conhecimentos a respeito dos acidentes com materiais perfurocortantes e fluidos biológicos a que estão expostos os acadêmicos da área da saúde evidenciando o processo saúde-doença dos mesmos, assim como, as noções de biossegurança que os mesmos devem adquirir durante sua graduação.

Portanto, a institucionalização de um protocolo representa uma medida cabível e de fácil acesso para que estes estudantes possam recorrer tanto nos laboratórios de práticas na instituição de ensino quanto durante os estágios nas diversas instituições de saúde.

Autora: Lucicleide Odília do Nascimento Nunes