Objetivo: analisar o risco de infecção por Enterobactérias resistentes a Carbapenêmicos – KPC em um hospital público de grande porte, referência em atendimento de urgência e emergência em Belo Horizonte.

Material e Método: estudo de coorte retrospectivo, com amostra compreendida entre janeiro de 2011 e dezembro de 2014, considerando os dados epidemiológicos formalizados através da atuação da equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do hospital. Incluídos todos os casos de IRAS em pacientes com resultados de culturas positivas para KPC e excluídos os resultados positivos para KPC em swabs. Informações avaliadas por meio de técnicas de estatística descritiva e cálculo de medidas. Obtenção do risco de infecção por KPC por estimativa pontual e por intervalo de 95% de confiança; fatores de risco e de proteção para infecção por KPC identificados por testes de hipóteses estatísticos bilaterais (nível de significância de 5%). Grupo controle definido por pacientes com infecção por Enterobactéria multissensível.

Resultados: risco de infecção por KPC na instituição é, no máximo, 1% no CTI e 0,1%, quando considerados todos os setores do hospital. Entretanto, o risco de óbito vai além de 50% em caso de diagnóstico de KPC, o que reforça a importância de prevenir prioritariamente tais infecções.

Conclusão: O KPC constitui importante mecanismo de resistência no ambiente nosocomial e sua pesquisa se torna relevante a fim de limitar a sua prevenção, disseminação e controle.

 

Autores: Larissa Evelyn Neves e Leonardo Junio dos Santos