A falta de conhecimento da população brasileira, assim como a falta de orientação e a enorme propaganda de medicamentos, são fatores que sempre contribuíram para a automedicação da população.

Na tentativa de diminuir os riscos trazidos principalmente pela automedicação de antibióticos, que leva a resistência das bactérias e a dificuldade no tratamento de infecções graves, há no país uma resolução em vigor desde outubro de 2010, obrigando a apresentação e a retenção da receita médica pelas farmácias e drogarias durante a compra de antibióticos pelos pacientes, a fim de minimizar a agravante automedicação.

O presente trabalho analisa o perfil de consumo pela população estudada quanto aos antibióticos e sua frequência de uso, os motivos que levavam ao consumo, se este era sob prescrição médica ou outra indicação (antes da resolução), e se concordavam com a RDC 44/2010, se achavam que a automedicação pudesse levar a resistência bacteriana, assim como seu grau de conhecimento. A grande maioria da população estudada, 62%, comprava antibiótico sem receita médica e 37% usavam de maneira inadequada, interrompendo seu uso assim que cessavam os sintomas.

 

Autoras: MARIÊ DOS SANTOS GOMES e RAQUEL BARBOSA FRANCO

 


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