A Coqueluche é uma doença infecciosa, imunoprevenível, cujo agente etiológico é a Bordetella pertussis . Sua principal transmissão se dá pelo contato direto com indivíduos sintomáticos por meio das secreções do trato respiratório. A vacinação universal reduziu drasticamente os casos ao longo dos anos. No entanto a Coqueluche continua endêmica, com presença de surtos e aumento de casos entre os menores de 6 meses não imunizados ou com imunização incompleta e em adultos e adolescentes.

Objetivo e Metodologia: Descrever as características dos casos suspeitos e confirmados de coqueluche num Hospital Geral, no período de 2010 a 2013.

Resultados: Foram estudadas 51 fichas de notificação de casos suspeitos de Coqueluche e confirmados 20 casos (40%) sendo que todos tinham menos de 6 meses de idade. A tosse paroxística foi encontrada em todos os casos, cianose em 95 % dos casos confirmados e febre em 83,3%. Tempo médio de internação 5,6 dias. O tempo de sintomas (tosse) encontrado nos casos confirmados foi entre 1 semana e 15 dias. Não houve complicações nem óbitos pela doença. O PCR foi o método positivo encontrado em todos os casos confirmados, enquanto que a cultura de secreção de nasofaringe foi positiva em apenas 58% dos casos. 55% dos casos confirmados apresentavam apenas 1 dose de vacina de Pertussis e 30% não tinham nenhuma dose de Pertussis .

Conclusão: Os casos de Coqueluche ocorreram em menores de seis meses de idade com esquema incompleto de vacinação, apresentavam tosse paroxistica e em sua maioria acompanhado de leucocitose e linfocitose. Os critérios clínicos para notificação como tosse mais de 14 dias não foi confirmado em nossos casos. O PCR foi o método de maior sensibilidade. A recomendação de vacinar gestantes e adultos e adolescentes com lactentes no domicílio deve ser enfatizada.

Autores: Andressa Simões Aguiar, Camile D’avila e Levita Rilza Freitas Silva

 


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