O controle da infecção hospitalar está intimamente ligado com a eficácia do processo de higienização no ambiente da área de saúde como um todo. As superfícies dos instrumentos cirúrgicos podem provocar contaminação ou aumento da incidência de microrganismos, por esses motivos, elas requerem processamento adequado para novo uso.

No processo de higienização, o método a ser utilizado na eliminação da sujidade no âmbito da saúde depende de um conjunto de fatores, nomeadamente do tipo de sujidade, do tipo de superfície, da qualidade da água e do tipo de instrumento. Destaca-se a etapa de limpeza que consiste no processo de remoção mecânica de sujidades, realizado com água, adicionada ou não de soluções detergente, de forma manual ou por ação de equipamentos mecânicos como o banho ultrassônico.

As soluções de detergentes alcalinos, que liberam íons hidroxila, propiciando pH superior a 7,0, são utilizadas, por apresentarem maior poder de limpeza e serem mais eficientes na remoção de gorduras, proteínas, carboidratos e na diminuição da carga microbiana. Uma higienização inadequada de superfícies pode levar ao depósito de microrganismos e à sua aderência, com consequente formação de um biofilme.

Prevenir a instalação deste biofilme é a chave para o seu controle, portanto, a higienização deve ser feita frequentemente com a aplicação de tratamentos combinados e com uma monitoração constante das superfícies. Enfim, a aplicação de um correto programa de higienização não é somente responsável por uma conduta segura, livre de perigos microbiológicos ou químicos, mas também deve ser entendida como de interesse para a saúde pública.

Autor: NEWTON MARIO BATTASTINI