Introdução: A higienização das mãos é o principal agente no combate da infecção relacionada à assistência à saúde, algo que já foi observado desde 1846 pelo médico húngaro Ignaz Semmelweis, por isso é de extrema importância uma correta execução de seus movimentos e um certo nível de conhecimento preliminar sobre seus agentes para um bom funcionamento do meio hospitalar, prevenindo um possível aumento do número de infecções.

Objetivo: identificar na literatura científica através de uma revisão de integrativa, quais as estratégias e intervenções aplicadas para mudança comportamental na adesão dos profissionais de saúde na prática de higienização das mãos.

Método: Estudo qualitativo, por meio de uma revisão integrativa, nas bases de dados do SCIELO, LILACS e BVS, nos anos 2003 a 2015, buscando responder a seguinte pergunta norteadora: Quais estratégias têm sido utilizadas para promover a adesão profissional para a higienização das mãos?

Resultados: Foram selecionados 15 artigos, a maior concentração de publicações se deu no ano de 2009 (20%), 80% trabalhos de pesquisa em campo (80%), com abordagem qualitativa (67%), em diversas áreas de investigação até mesmo em APH (7%), maior parte dos estudos foram realizados por enfermeiros (60%). Quanto à região de investigação o predomínio foi para centro oeste (40%) dos estudos.

O estudo revelou que 30% dos casos de infecções hospitalares podem ser preveníveis através de uma adequada higienização das mãos. Os auxiliares e técnicos de enfermagem foram os profissionais que mais lavaram as mãos de acordo com a técnica recomendada.

Estes desafios em controle de infecção não são novos e possuem uma relação direta com o seu contexto histórico. As justificativas para a baixa adesão da higienização das mãos foram: falta de motivação, irresponsabilidade, falta de consciência, pouca importância ao fato da transmissão cruzada de microrganismos, ausência de pias próximas aos leitos, reações cutâneas nas mãos, falta de tempo dentre outros.

As estratégias hoje incluem desde medidas educativas até a melhora das condições de trabalho, buscando adesão através de conscientização. E que mesmo com tamanho avanço tecnológico, a questão da adesão à higienização das mãos permanece ainda não clara aos profissionais, revelando que tal adesão se insere de forma as necessidades individuais.

Conclusão: Romper com a dificuldade de adesão a esse procedimento é um desafio para as equipes de saúde no meio hospitalar. Nesta temática, para fazer necessário desenvolver mais estudos que possibilitem entender melhor e mais acuradamente a questão da adesão.

 

Autora: Adineide Siqueira da Silva Pedroso

 


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