As infecções relacionadas a assistência a saúde (IRAS) podem ter um alto custo financeiro, podendo levar a excesso de internação e até aumento na mortalidade. Muitos países desenvolvidos calcularam o fardo econômico das IRAS para seus orçamentos. No Brasil são escassas as instituições que definiram o encargo das IRAS.

Este estudo possui o objetivo de analisar os custos de internação hospitalar de pacientes que adquirem IRAS. Metodologia: revisão integrativa onde a busca dos estudos primários foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências e Saúde), Mediline (Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica), e BDENF (Base de dados de enfermagem), utilizando-se estatística e descritiva, com distribuição de frequência em números absolutos e porcentagem.

Resultados: Sete estudos primários foram incluídos na revisão integrativa, publicados no idioma inglês evidenciando custos aumentados com internação hospitalar em excesso, aumento do tempo de enfermagem, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), antibioticoterapia inadequada, microrganismos multirresistentes, exames laboratoriais, exames radiológicos, procedimentos, visitas não programadas.

A mortalidade em pacientes com IRAS era alta. As ações de prevenção e controle de IRAS foram identificadas no auxílio da diminuição dos custos. Espera-se que este estudo possa contribuir para o conhecimento do custo das infecções hospitalares e da necessidade de investimentos em programas de prevenção de IRAS.

 

Autora: MICHELLE ARAUJO LEAL