Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre úlcera por pressão com a finalidade de identificar formas de diagnóstico, prevenção e tratamento. Elaborou-se esse estudo através de busca de artigos na base de dados LILACS no período de 2009-2013. Selecionou-se 28 artigos e a análise desses permitiu descrever os resultados e conclusão.

Como resultados, foram encontrados alta prevalência e incidência de pacientes com úlcera por pressão (UP), tanto em nível de atendimento domiciliar, quanto hospitalar, bem como alto índice de pacientes com risco para o desenvolvimento de UP. Existem escalas de avaliação e predição de risco de desenvolver UP, entre elas a escala de Norton, Gosnell, Braden e de Waterlow. Como fatores de risco, encontram-se pacientes idosos, do sexo feminino, com alterações neurológicas, alterações urinárias, mobilidade física prejudicada, problema de fricção e cisalhamento, pressão em proeminências ósseas, alterações nutricionais, tempo de cirurgia acima de 2 horas e gravidade do paciente.

Em relação à presença de comorbidades foram identificadas associações de UP entre os que apresentavam doenças cerebrovasculares, cardiovasculares, pulmonares, do sistema circulatório, anemia, tabagismo, subnutrição do tecido celular, diabetes mellitus, neoplasias e doenças do sistema geniturinário. As medicações influenciam na ocorrência de UP pelas modificações sistêmicas no organismo, principalmente o uso de analgésicos, anti-hipertensivos, anti-inflamatórios, anticoagulantes, sedativos, imunossupressores, quimioterápicos, radioterápicos e drogas vasoativas.

O tempo médio de exposição ao risco para o aparecimento de UP varia de 3 a 15 dias de internação e elas estiveram localizadas frequentemente nas regiões occipital, pavilhão auricular, tórax, sacral/glútea, crista ilíaca, trocanter do fêmur, maléolo e calcâneo. Como medidas preventivas para o desenvolvimento de úlcera por pressão destaca-se a mobilização e o (re) posicionamento adequado do paciente, cuidados com a pele, utilização de técnicas corretas de higiene e hidratação com cremes hidratantes ou óleos, mudança de decúbito a cada 2 horas para alívio da pressão, troca do paciente após eliminações, uso de colchão adequado (água, ar ou piramidal), uso de lençol móvel com movimentação do paciente por duas pessoas ou mais, proteção de proeminências ósseas, manutenção do leito com lençóis secos e sem pregas.

Muitos produtos podem ser utilizados para o tratamento de uma UP com o princípio de uma cicatrização mais rápida e eficiente, porém exige das equipes médicas e de enfermagem conhecimentos apropriados, qualificados e atualizados em cuidados com feridas com a finalidade de práticas curativas eficazes. Conclui-se que é necessário maior comprometimento dos profissionais de saúde, aqui, em evidência os Enfermeiros, para que realizem avaliação precoce nos pacientes, dessa forma, criando intervenções que minimizem ou diminuam a ocorrência de úlceras por pressão, ou quando essa surgir, imediatamente iniciar com a melhor medida terapêutica, sempre com vista à melhoria da assistência prestada e redução de custos.

 

Autora: Karina Vieira Felipi