O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da profilaxia dos antibióticos nas infecções de sítio cirúrgico em cirurgias cardíacas. Foi um estudo de coorte prospectivo, realizado num hospital terceário de Israel. As infecções de sítio cirúrgico (ISC) foram registrados durante um período de 10 anos e apurados através de vigilância de rotina usando o National Healthcare Safety Network (NHSN). As análises das multivariáveis utilizadas foram determinadas após se determinar quais variáveis eram significativas, incluindo a administração de profilaxia pré-operatória como fator que afetaria os resultados.

De um total de 2.637 dos 3.170 pacientes avaliados foram incluídos e a taxa global de ISC foi de 8,4%. Representando uma redução maior do que 50% em infecções de sítio cirúrgico observadas nos últimos 4 anos anteriores ao estudo.  As taxas gerais e específicas do local de infecção foram semelhantes para os pacientes que receberam cefazolina ou vancomicina. A ISC desenvolvida em 206 (8,1%) dos 2536 doentes que receberam profilaxia pré-operatória (dentro de 2 horas após a primeira  incisão) em comparação com 14 (13,9%) dos 101 pacientes que receberam profilaxia antibiótica em um horário diferente.

As variáveis ​​de controle: tempo de internação pré-operatório (5 dias ou mais), duas ou três categorias de risco pelo NHSN, idade (60 anos ou mais), o cirurgião e o período de medicação foram significativamente associados com infecção cirúrgica. A cirurgia de emergência, idade, o cirurgião, e a não profilaxia pré-operatória encontrados foram preditores independentes de ISC superficial.

Em conclusão observou-se uma diminuição progressiva e significativa das taxas de ISC, após a implementação de um programa de controle de infecção  que incluía uma política otimizada de profilaxia em pré-operatório em cirurgia cardíaca.

 

Fonte: Infection Control and Hospital Epidemiology, Vol. 35, No. 1 (January 2014), pp. 56-62

Resenha por: Thalita Gomes do Carmo