Nosso trabalho discorre e analisa a evolução do indicador químico tipo 2 – Teste Bowie & Dick. Relatamos o histórico desde o surgimento do primeiro dispositivo – teste Bowie & Dick, apresentamos os desafios que surgiram após o surgimento das autoclaves com bomba de vácuo, que levaram à criação desse tipo de indicador. Apresentamos as vantagens que os ciclos de esterilização realizados em equipamentos com vácuo dinâmico têm em relação aos executados em autoclaves gravitacionais. Observamos que durante a execução do vácuo na câmara interna das autoclaves podem ocorrer falhas (bolhas de ar, entradas de ar falsas), podem surgir gases não condensáveis, e que tudo isso poderá ser apontado pela realização do Teste Bowie & Dick.

Com essa análise pretendemos mostrar que os produtos hoje disponíveis no mercado, apesar dos avanços tecnológicos, têm o mesmo objetivo da “formula original” do Teste Bowie & Dick, detecção precoce das possíveis falhas, evitando comprometer a segurança dos ciclos de esterilização. Se essas evoluções aprimoraram e facilitam a tomada de decisão por parte dos funcionários e gestores que trabalham na CME, tendo em vista a enorme complexidade de materiais que hoje são processados nas Centrais de Materiais e Esterilização das Instituições de Saúde e reprocessadoras.

Para a realização da nossa pesquisa realizamos buscas em artigos científicos (Google acadêmico, publicações da Sobecc) e literaturas-boletins técnicos de produtos comercializados.

Nossa conclusão é que esse tipo de indicador – o Teste Bowie&Dick – apesar da evolução dos esterilizadores por vapor saturado com vácuo assistido, hoje ainda é muito importante pois, sua realização de preferência no início dos trabalhos nas CME’s elimina muitos riscos, retrabalhos desnecessários e antecipa tomadas de decisão que poderão evitar prejuízos futuros tanto para a Instituições de Saúde como para a Segurança dos pacientes.

 

Autoras: Rosemary Bedirian Coelho & Creusimeri Rodrigues Gaspar Godinho

 


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