Espécies de Candida spp. são a principal causa de infecção fúngica nas unidades de cuidados intensivos neonatais. A mortalidade bruta para candidemia nestes pacientes varia entre 15 e 59%. O atual método padrão-ouro para o diagnóstico de candidemia é a hemocultura, porém, os fatores de risco são fundamentais para o início de antifúngicos.

Objetivo: Determinar a frequência de candidemia em recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e descrever os fatores de risco relacionados ao seu desenvolvimento. Método: Estudo observacional, prospectivo, analítico tipo coorte onde foram acompanhados todos os recém-nascidos internados em UTI neonatal com mais de 48 horas de internamento, avaliando a presença de fatores de risco para candidemia, através de hemocultura, no período de janeiro a junho de 2016. Foi utilizado o teste qui-quadrado e o teste t-Student e foi adotado um nível de 5% de significância.

Resultados: Foram acompanhados 205 recém-nascidos. Deste total, 37(18,0%) foram a óbito. Onze pacientes apresentaram candidemia (5,4%). A incidência de candidemia foi de 2,55 por 1000 pacientes-dia. Após 28 dias do diagnóstico, dos onze pacientes que apresentaram candidemia comprovada, seis (54,5%) evoluíram para cura e cinco (45,5%) foram a óbito. Na análise dos fatores de risco, observou-se maior frequência e maior tempo de uso dos procedimentos de risco quando comparados à população geral.

Conclusões: Os fatores de risco com maior impacto para candidemia foram hemotransfusão, uso e tempo de antimicrobiano, uso de CVC, uso e tempo de NPT, tempo de PICC, tempo de VMA e tempo de internamento na UTI.

 

Autores: Moacir Batista Jucá e Andréa Mendes da Silva