Fatores de risco para sepse fúngica em UTI neonatal

Revisão integrativa de literatura sobre fatores de risco para sepse fúngica em UTI neonatal.

Introdução: Infecções no período neonatal são frequentes e habitualmente severas. A sepse neonatal é responsável pela elevada morbimortalidade de neonatos, sendo a sepse fúngica neonatal a maior colaboradora. Assim, o estudo dos fatores de risco para a aquisição da sepse fúngica neonatal é de extrema importância.

Objetivo: Identificar os fatores de risco que levam o pré-termo e recém-nascidos à adquirirem sepse fúngica neonatal.

Método: Pesquisa de revisão integrativa da literatura. Foram utilizados os seguintes descritores, de acordo com a base de dados: Newborn and Candidemia and Disease prevention (PubMed e Cochrane) e Recém nascido and Candidemia and Prevenção de doenças (Bireme). A análise dos dados ocorreu em três etapas: seleção dos estudos, caracterização e avaliação. Os estudos inclusos foram apresentados por estatística descritiva.

Resultados: Foram inclusos nove artigos. O ano com maior quantidade de estudos foi 2015, com três estudos. Tanto o periódico The Pediatric Infectious Disease Journal como o Journal pediatrics and neonatology obtiveram dois artigos no presente estudo. Quanto aos objetivos encontrados, ocorreram variações nos seguintes aspectos: público alvo, medidas de prevenção e tratamento.

Discussão: A candidemia é a terceira principal causa de sepse de início tardio em bebês de muito baixo peso e está relacionada à altas taxas de morbimortalidade. A Candida Parapilosis é o principal agente causador. Os principais fatores de risco para candidemia identificados foram: prematuridade, uso prolongado de acesso intravascular, ventilação mecânica, nutrição parenteral total, antibióticos de largo espectro e hospitalização prolongada. Fluconazol e anfotericina B foram os medicamentos de escolha para profilaxia e tratamento.

Conclusão: O conhecimento dos fatores de risco para adquirir sepse fúngica neonatal é essencial para a prevenção da letalidade, sendo as medidas preventivas as principais armas para redução da mortalidade infantil.

 

Autoras: MARIA ISABEL DE SOUSA MELO e TATIANA SANTOS FREIRE RIBEIRO NETTO

 


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