Dez anos se passaram desde a primeira edição deste Guia Terapêutico, importante iniciativa da Unimed Londrina, e nesses anos vivenciamos a escassez de novos antimicrobianos, o surgimento de novas enzimas inativadoras dessas drogas e, consequentemente, um nível de resistência antimicrobiana avassalador. Continuamos com o mesmo desafio, cada vez mais áspero, de conhecer e fazer o melhor uso dessas drogas, seja profilático ou terapêutico, em adultos, crianças e gestantes.

A melhor estratégia para enfrentar o problema é o incremento do uso racional ou otimizado dos antimicrobianos  (Antimicrobial Stewardship Program), que deve ser empregado em todas as prescrições. E um novo aliado surge nessa caminhada, que é o farmacêutico clínico, parte importante do time de otimização dos antimicrobianos, juntamente com o prescritor, o microbiologista e o infectologista.

ESTRATÉGIAS PREVENTIVAS

São fundamentais na prevenção de disseminação de resistência e devem ser aplicadas em todos os hospitais e serviços de saúde. Destacam-se:

  1. a) a vigilância e isolamento de pacientes com cepas multirresistentes (identificação de portadores ou infectados).
  2. b) o uso de estratégias para diminuir a mutação e a transferência genética (erradicação de reservatórios – limpeza e desinfecção adequadas).
  3. c) o uso de medidas para diminuir a pressão seletiva (uso correto de antimicrobianos).
  4. d) evitar a disseminação – uso correto das precauções e higienização correta e frequente das mãos.

Baseando-se na revisão de Harbarth et al. (2003), 20% de todas as IH são provavelmente evitáveis. Prevenir é sempre melhor do que curar e a melhor estratégia está em nossas mãos!

 

Autoras: Drª. Cláudia M. Dantas de Maio Carrilho & Drª. Jaqueline Dario Capobiango