INTRODUÇÃO: Dentre as medidas de precauções padrão recomendadas pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos da América, destaca-se a higienização das mãos, que é, isoladamente, a medida mais simples e importante para a prevenção e controle das infecções no âmbito dos serviços de saúde.

OBJETIVO: Investigar como ocorre a realização da técnica de higienização das mãos por profissionais da área de saúde de uma maternidade pública. METÓDOS: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem quantitativa, realizado numa maternidade, localizada em João Pessoa – PB. Participaram do estudo 143 profissionais, dentre estes: 08 anestesistas, 28 auxiliares de enfermagem, 15 enfermeiros, 02 fisioterapeutas, 02 fonoaudiólogos, 26 obstetras, 14 neonatologistas, 04 psicólogos, 39 técnicos de enfermagem, 05 técnicos de laboratório. Em observância aos aspectos éticos, o protocolo de pesquisa foi encaminhado e aprovado por um Comitê de Ética e Pesquisa local. Os dados foram coletados no período de junho a setembro de 2011, mediante aplicação de um formulário de pesquisa, contendo questões pertinentes aos objetivos propostos. Para viabilizar a análise dos dados, estes foram tabulados e agrupados em gráficos e tabelas, permitindo desta forma a realização da análise quantitativa e discussão, à luz da literatura.

RESULTADOS: Quanto aos dados dos participantes da pesquisa evidenciou-se que 39% destes encontravam-se entre 40 e 49 anos; 85% são do sexo feminino e que 62% informaram ter participado de eventos ou treinamentos sobre infecção hospitalar. No tocante a prática de higienização das mãos, verificou-se que 94% dos participantes disseram que sempre higienizam as mãos antes da realização de procedimentos invasivos; 87% afirmaram que lavavam após; 77% disseram higienizar as mãos antes do procedimento não invasivo, enquanto que 76% afirmaram que não higienizam as mãos após tal procedimento. Quanto à prática diária de higienização das mãos, verificou-se que 78% profissionais sempre retiram adereços das mãos e braços para higienizar as mãos; 90% mantêm unhas curtas; 93% sempre higienizam palma a palma; 86% sempre higienizam palma com dorso da mão; 75% afirmaram higienizar os espaços interdigitais; 100% higienizam o polegar isoladamente; e que 71% dos sujeitos afirmaram higienizar sempre os punhos. No que se refere ao enxágue necessário e ao fechamento de torneira com papel toalha, verificou-se que 92% sempre fazem o enxágue necessário e 25% confirmaram nunca fecharem a torneira com papel toalha. Vale ressaltar que, para reduzir o número de infecções, é imperativo que se realize uma correta e completa higienização das mãos.

CONCLUSÃO: Esse estudo possibilitou constatar que a prática da higienização das mãos pelos profissionais não é realizada com técnica correta, apontando para a necessidade de educação continuada em serviço, no sentido da consecução de adesão à higienização das mãos e provimento de condições adequadas a essa prática.

Autores: VERA LÚCIA RIBEIRO RODRIGUES e GILVANILDO SARAIVA MEIRELES

 


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