Resumo: A unidade do paciente é importante reservatório de patógenos, especialmente os multirresistentes e sua limpeza/desinfecção ineficaz traz como consequência a disseminação desses micro-organismos.

Reduzir a incidência das BMRs não fermentadoras no ambiente hospitalar, com foco na redução da transmissão cruzada, proporciona maior conforto e segurança aos pacientes. Para se atingir tais resultados o presente artigo pautou-se em pesquisa realizada nas UTIs de um Hospital privado do Distrito Federal, através da implementação e monitoramento do protocolo de limpeza e desinfecção da unidade do paciente; tendo como agentes a equipe de enfermagem.

Semanalmente, e de forma aleatória, o NIRAS validava o processo através da aplicação de gel fluorescente em pontos estratégicos, permitindo a verificação de uma queda de quase 50% no número de isolados não fermentadores resistentes aos carbapenêmicos.

Tais resultados permite-nos comprovar que a limpeza/desinfecção eficaz da unidade do paciente não só gera segurança como reduz a transmissão cruzada de BMRs

 

Autora: Letícia de Sousa Matos