Diversas são as barreiras que dificultam o trabalho da CCIH no Sistema Prisional, principalmente quando os indivíduos privados de liberdade são pacientes que circulam por todo o sistema penitenciário do Estado. Ocasionando, portanto irregularidades nos tratamentos e a subnotificação de doenças de notificação compulsória entre outras.

Questionamos principalmente o modo de como desenvolver metodologias que facilitem coletas precisas de informações de saúde no Sistema Prisional, evitando falência de tratamento, facilitando a notificação compulsória e o bom andamento do serviço da CCIH e da Vigilância Epidemiológica. Observa-se que as taxas de Infecção Hospitalar (IH) variam de acordo com a complexidade do porte e categoria de cada hospital. Assim sendo, a instituição de programas de vigilância e controle de IH, atendendo inclusive ao aspecto legal, torna-se indispensável em todas as instituições hospitalares.

Neste tipo de hospital as dificuldades enfrentadas pelos profissionais, na solução ou redução dos problemas atinentes ao controle de IH são muitas e diversificadas, nos propusemos então a avaliar as atividades relacionadas às metodologias de vigilância e controle de IH, desenvolvidas pelo Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário. Somente (re) pensando-se o sistema Prisional, será possível chegar a conclusões que, colocadas em prática, possam viabilizar o respeito aos direitos humanos dos presos, flagrantemente violados em todo o território brasileiro.

A Santa Casa de São Paulo deu o primeiro passo para contribuir neste processo inserindo sua experiência de mais de 50 anos no cuidado ao ser humano, atendendo como primeiro hospital do Sistema Penitenciário na América latina.

 

Autor: Francisco Damião Bezerra

 


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