Objetivos: Determinar a incidência de sífilis congênita (SC) na maternidade do Hospital Dr. Luiz Palmier (HLP), localizado no Município de São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro. Conhecer o perfil epidemiológico do binômio mãe-neonato acometido e avaliar a taxa de incidência da sífilis congênita.

Métodos: Estudo de campo que incluiu todos os casos de SC ocorridos entre 15/09/2014 a 15/07/2015 no HLP, identificados pela busca ativa das puérperas com teste não-treponêmico reativo realizado quando da admissão na maternidade.

Foram considerados casos de SC os recém-nascidos vivos, que atenderam à definição de caso do Ministério da Saúde. Finalmente, comparou-se o número de casos identificados com o total de nascidos vivos da maternidade no mesmo período.

Resultados: No período, ocorreram 247 casos de SC. A incidência em nascidos vivos foi de 247/2700, ou 91,8 casos por 1000 nascidos vivos. O perfil dos neonatos e mães analisados foi muito superior ao encontrado na literatura pesquisada. No Estado do Rio de Janeiro em 2009, a taxa de incidência era de cinco casos para cada mil gestantes. Já em 2013, o estado registrou 15 casos por mil gestantes. No mesmo período, o índice de bebês que nasceram com a doença subiu de seis a cada mil nascidos vivos para 12 por mil. A taxa em bebês do Estado do Rio é a maior do Brasil (a média nacional em 2012 ficou em dois por mil nascidos vivos). Dos 247 casos, 239 eram de pacientes residentes no município de São Gonçalo, 05 residiam na cidade de Niterói e 03 em Itaboraí.

Conclusões: É fundamental que sejam realizados esforços no propósito de diminuir a SC, visando à incidência menor ou igual a média do Estado do Rio de Janeiro, que em 2013 registrou 15 casos por mil nascidos vivos, e que haja maior comprometimento na notificação do agravo no município.

 

Autor: CLAUDIA SARCINELLI ANDRADE AFONSO

 


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