Resumo: Anualmente nos Estados Unidos, hospitais e clínicas adquirem mais de 150 milhões de dispositivos intravasculares, seja para administração intravenosa de fluidos, medicações, hemoderivados, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica ou hemodiálise.

Cerca de 80.000 episódios de infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter (ICSRC, ou CRBSI siga em inglês) são identificados em unidades de terapia intensiva a cada ano naquele país.

O risco de desenvolver ICSRC varia de acordo com o dispositivo e o tipo utilizado, finalidade do uso, sítio de inserção, experiência e técnica empregada pelo médico para sua implantação, frequência de manipulação do cateter, tempo de permanência, características do paciente e utilização de estratégias comprovadas de prevenção de ICSRC.

Esta revisão propõe-se a definir critérios diagnósticos vigentes, forma adequada de manejo dos dispositivos e proposições de tratamento, considerando especificidade de cada patógeno. Aborda também estratégias de prevenção do agravo em população usuária de cateter de hemodiálise, com a lock therapy.

 

Autora: Lívia Alves de Medeiros