Nos últimos anos, infecções causadas por patógenos multidroga resistentes (MDR) vêm se tornando um importante problema de saúde pública, especialmente em ambiente hospitalar. A escolha da terapia antimicrobiana inicial em pacientes críticos é essencial para a diminuição da mortalidade e deve levar em conta a probabilidade ou não de se tratar de uma infecção por bactérias multidroga resistentes.

Bactérias gram negativas são a causa mais comum de infecção de corrente sanguínea nosocomial, associada à morbidade e mortalidade significativas. Com o dramático aumento das infecções por bactérias gram negativas multidroga resistentes e a escassez de antibióticos eficazes para o tratamento das mesmas, tornou-se frequente considerar estratégias alternativas, incluindo o uso de drogas já pouco utilizadas, como as polimixinas, e a tentativa de associações entre drogas.

A terapia empírica de amplo espectro é recomendada, mas ainda não há consenso na literatura sobre quais os melhores esquemas, se deve ser usada monoterapia ou terapia combinada e quando deve haver ajuste de dose de acordo com fatores específicos como sepse, injúria renal ou características de PK/PD da droga usada. A terapia combinada pode ser uma alternativa para o sucesso terapêutico e redução da mortalidade, especialmente em pacientes mais graves.

Devem ser considerados o contexto epidemiológico, a gravidade da infecção, as comorbidades associadas, o agente causador e seu perfil de susceptibilidade aos antimicrobianos disponíveis.

 

Autora: MOARA ALVES SANTA BÁRBARA BORGES

 


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