Introdução: Sepse é uma resposta sistêmica a uma doença infecciosa, podendo ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. A sepse na Unidade de Terapia Intensiva é a principal causa de morte.

Objetivo: Avaliar a incidência de sepse e fatores relacionados à patologia na Unidade de Terapia Intensiva no Hospital Universitário.

Metodologia: É uma pesquisa prospectiva, descritiva e de caráter quantitativo, realizada entre 01 de julho a 31 de agosto de 2016 na Unidade de Terapia Intensiva Adulto de um Hospital Universitário em Ponta Grossa-Paraná.

Resultados: Foram avaliados 107 prontuários de pacientes e 58 apresentaram sepse. O tempo de permanência na Unidade de Terapia Intensiva foi em média 9,05 dias. A faixa etária que mais apresentou sepse foi de 60 – 69 anos, 16 (27,58%). Os principais diagnósticos foram broncopneumonia, 8 (13,79%) e pneumonia, 7 (12,06%). A maior prevalência foi do sexo masculino, 32 (55%). A cultura de maior prevalência foi a Klebsiella pnemoniae, 7 (25,92%).

A maioria dos pacientes necessitou de antibioticoterapia, 51 (87,93%), reposição volêmica, 44 (75,86%) e droga vasoativa, 37 (63,79%). Grande parte dos pacientes necessitou de dispositivos invasivos, sonda vesical de demora, 50 (86,20%), ventilação mecânica, 43 (74,13%) e cateter venoso central, 40 (68,96%); foram a óbito 27 pacientes (46,55%). Os SRIS mais prevalentes foram leucócitos aumentados, 45 (77,58%) e taquicardia, 42 (72,41%). Os sinais de disfunção orgânica mais presentes foram a necessidade de O2, 40 (68,96%), hipotensão, 28 (48,27%) e acidose metabólica, 23 (39,65%).

Conclusão: Com a pesquisa realizada, observou-se a necessidade da implantação do protocolo para detecção precoce e utilização dos pacotes de medidas preventivas de complicações presentes em protocolos internacionais, como o ILAS, destacando as medidas preventivas e tratamentos.

 

Autor: GUILHERME ARCARO

 


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