Objetiva analisar o conhecimento e a percepção da equipe de enfermagem a respeito da utilização de medidas de precaução e isolamento. Pesquisa exploratória com descrições quanti-qualitativas, realizada através de questionário com perguntas abertas e fechadas, separados por categorias conforme o conhecimento científico aplicada à equipe de enfermagem das Unidades de Prontos Atendimentos Adultos do município de Serra/ES.

As medidas de precaução para gotículas, aerossóis, contato e padrão estabelecem barreiras físicas, de níveis variáveis e de modo a limitar ou mesmo suprimir a transmissão de agentes infecciosos. São orientadas por tipo de doença, considerando o modo de transmissibilidade de cada patógenos. O primeiro contato com o paciente portador de alguma doença infectocontagiosa ocorre no pronto atendimento e sua permanência não deve ultrapassar 24 horas, onde os microrganismos podem ficar em exposição, ocorrendo risco de transmissão para os profissionais e os clientes. A rotina e conhecimento sobre as medidas de precaução e isolamento, neste local, devem ser responsabilidade de todo profissional.

Após análise de dados, os resultados demonstram que dentre os 51 entrevistados 9 são enfermeiros e 42 técnicos e auxiliares de enfermagem. Quanto a faixa etária 60,78% tinham de 31 a 40 anos, 70,58% eram do sexo feminino e 49% tinha de 11 a 25 anos de formação; sobre o entendimento sobre medidas de precaução e isolamento: 39% responderam que são medidas utilizadas para evitar a transmissão de doença, e quanto a aplicabilidade dessas medidas: 3% disseram que não aplicam e 63% aplicam na prática a utilização dos EPI’s; sobre a identificação do tipo de isolamento: 36% disseram que sim, sem classificar os tipos de isolamento, embora tenham expressado os tipos de isolamento não demonstrando embasamento teórico e 24% responderam que não sabiam; 80% responderam que a unidade não oferece recursos para a prática das medidas de precaução e isolamento e 14% disseram que não e justificaram que a estrutura física é inadequada para o isolamento e 78% dos enfermeiros disseram que realizam orientações diretas a equipe.

Evidenciada que a falta de conhecimento sobre a doença e a aplicação correta dos EPI’s, influencia diretamente na saúde do funcionário e prejudica a qualidade da assistência ao paciente, acarretando gastos excessivos com uso indevidos de EPI’s em ocasiões adversas. Considera-se que a equipe de enfermagem deva ser preparada e capacitada, através de orientações diretas e coletivas, realizada obrigatoriamente pelo enfermeiro, pelo programa de educação continuada e pela CCIH. O paciente tem direito a uma assistência de qualidade e o profissional à condições seguras de trabalho.

 

Autora: KATIUSI RIBEIRO CHRIST