O aumento da resistência antimicrobiana e o uso indevido de antibióticos é um problema de saúde global. Face a tal cenário este trabalho tem como objetivo de estudo o papel do farmacêutico no Antimicrobial Stewardship – ASP (Administração de Antimicrobianos).

Uma denominação em inglês utilizada para definir a abordagem organizacional ou de sistemas de saúde que tem por objetivos promover e monitorar a utilização ótima de antimicrobianos para preservar sua eficácia futura, minimizar o surgimento de organismos resistentes a antimicrobianos, reduzir eventos adversos associados ao uso de antibióticos e reduzir custos excessivos atribuíveis ao uso inadequado de antimicrobianos em todos os níveis de assistência à saúde.

Para alcançar o objetivo proposto este estudo realizou uma pesquisa bibliográfica, do tipo exploratório-descritiva, por meio do site www.ccih.med.br que disponibiliza, na área do aluno, uma biblioteca virtual com revistas internacionais da área de controle de infecção. Foi feito o levantamento de artigos publicados, no período de 2012 a 2016, contendo no título as palavras: antimicrobial, stewardship e pharmacists. A revisão da literatura pesquisada constata que várias publicações relatam melhoria no uso dos antibióticos após a implementação do programa de administração de antimicrobianos (ASP).

Neste contexto, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) destaca a importância do farmacêutico especialista em doença infecciosa dentro da equipe multidisciplinar do ASP, bem como, detalha os conhecimentos e habilidades necessários para se fazer a gestão ótima de antibióticos. E como a gestão do antimicrobiano pode contribuir no controle de infecção. Conclui-se que a implementação do ASP é importante no combate à resistência bacteriana. Existe uma carência de farmacêuticos qualificados em doenças infecciosas. É necessária a realização de estudos mais robustos para comprovar o impacto do ASP na qualidade de vida do paciente.

 

Autora: PAULA SOARES NUNES

 


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