O uso de cateter venoso central é considerado como um dos principais fatores para infecção da corrente sanguínea, podendo elevar a morbimortalidade dos pacientes, o aumento do período de hospitalização e, consequentemente, a elevação no custo do tratamento hospitalar.

Diante deste contexto, objetivou-se analisar, na literatura científica disponível, as evidências sobre a associação entre o uso de cateter venoso central impregnado com antisséptico e a redução da infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter venoso central.

A partir das palavras chave venous catheter and antiseptics and infection procurou-se artigos nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System on-line (MEDLINE), nos anos de 1995 a 2015.

Totalizou-se 23 publicações sobre o uso de cateteres revestidos/impregnados com antissépticos, sendo os antissépticos mais utilizados a associação de clorexidina e sulfadiazina de prata, revestidos na superfície do cateter ou fazendo parte de sua composição.

A maioria dos estudos evidenciou impacto do uso de cateteres impregnados com clorexidina e sulfadiazina de prata nas taxas de colonização do cateter venoso central e sete estudos evidenciaram redução significativa nas taxas de colonização e infecção de corrente sanguínea. Ressalta-se que a decisão do uso de cateteres impregnados com antissépticos deve considerar também a redução da morbimortalidade e a relação custo-benefício além dos efeitos adversos.

 

Autora: JANETE AKEMI KASHIABARA

 


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