A maioria dos hospitais de Orange, na Califórnia, participou de um estudo sobre emergência de enterobactérias resistentes a carbapenens. Do total de 31 hospitais, 21 participaram do inquérito, dos quais 17 tinham um programa de controle específico implantado.

Estas cepas eram praticamente inexistentes até 2.009. De 2.010 até 2.014, sua incidência aumentou 2,5 vezes, numa curva com tendência crescente. O CDC recomenda a implantação de um programa de gestão da prescrição de antimicrobianos, associado a políticas voltadas à realidade institucional e regional.

As principais estratégias recomendadas pelos hospitais que implantaram programas específicos (17 deles) foram: internar pacientes colonizados/infectados em quartos individuais e em precaução de contato (100%); implantação de Bundles e treinamentos específicos da equipe assistencial (100%); observação ativa da aderência à higiene das mãos e às precauções (95%); banho diário com clorexidina dos pacientes colonizados/infectados (86%); orientação para os pacientes evitarem sair do quarto (86%); pesquisa de portadores nos pacientes contactantes (81%); pelo menos uma pesquisa anual nos pacientes internados em UTI (71%%); pesquisa de portadores em pacientes transferidos de outros hospitais para pacientes agudos (57%); orientar pacientes a utilizarem aventais ao saírem do quarto (57%); pesquisa em pacientes vindos de assistência domiciliar ou de instituições para pacientes crônicos (48%).

Segundo o autor desta sinopse, infelizmente o artigo não avalia o impacto dessas medidas nem sua aderência na prática, apenas a existência das recomendações.

 

Fonte: Gohil SK. Emergence of carbapenem-resistant Enterobacteriaceae in Orange County, California, and support for early regional strategies to limit spread. American Journal of Infection Control 45 (2017) 1177-82.

Sinopse por: Antonio Tadeu Fernandes.