As infecções do sítio cirúrgico tem impacto direto no tempo de permanência hospitalar e nos custos dos sistemas de saúde, sendo definidas por ocorrerem no local ou próximo à incisão cirúrgica relacionada a procedimentos realizados nos últimos 30 dias ou no último ano em caso de implante de materiais de síntese. Sua ocorrência depende de fatores relacionados ao procedimento cirúrgico e ao estado de saúde do paciente.

As bactérias Gram positivas são os principais agentes isolados nas ISCs, sobretudo o Staphylococcus aureus, porém atualmente observa-se aumento de germes multirresistentes. As intervenções utilizadas para reduzir as ISCs incluem a aplicação de antissépticos imediatamente antes da cirurgia, higienização das mãos, uso de dispositivos de barreira, minimização da área de tricotomia e, principalmente, o emprego de uma técnica cirúrgica meticulosa associada a cobertura antimicrobiana por um período adequado.

A profilaxia antimicrobiana tem por objetivo reduzir a carga bacteriana no sítio cirúrgico durante o procedimento e envolve o emprego de antibiótico, em geral única dose, por via intravenosa, entre 30 e 60 minutos antes da cirurgia na indução anestésica. Recomenda-se rotineiramente o rastreamento e tratamento da bacteriúria assintomática no pré-operatório de procedimentos urológicos com risco de sangramento e, com menos evidência, antes de cirurgias de implante de prótese.

O trabalho das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar engloba as definições de procedimento cirúrgico, de infecção operatória, a análise e a interpretação dos indicadores de vigilância, incluindo os indicadores de processo e de estrutura voltados à prevenção de infecção do sítio cirúrgico. 

Autores: Guilherme José da Nóbrega Danda e Rodrigo de Freitas Garbero

 


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