O objetivo deste estudo é avaliar a prática de enfermagem, cateterismo vesical intermitente (CVI), realizada no domicílio pelo cuidador do usuário cadastrado no Serviço da Atenção Domiciliar (SAD) de Betim durante o período de 2005 a 2008. Estudo quantitativo e qualitativo, descritivo-exploratório, no qual os dados foram obtidos por meio de entrevistas.

Foram realizadas 02 visitas domiciliares aos 06 usuários com os seus respectivos cuidadores, que consistiu primeiramente na explicação do projeto e assinatura do Termo de

Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) e posteriormente na realização de entrevista e observação das técnicas utilizadas. Os resultados revelaram além da transferência da prática de enfermagem para a residência, a transferência de responsabilidades ao cuidador que são da competência do profissional. Essa prática é exercida por cuidadores que não possuem formação profissional, mas que foram capacitados pelas equipes de saúde de outra instituição, diferente da equipe do SAD, além de utilizarem da criatividade para readequá-la ao novo ambiente.

O apoio oferecido pelos serviços de saúde do SUS, para o cuidado no domicilio, encontra-se insuficiente enquanto rede assistencial, sendo considerados apenas como fornecedores de materiais. A presença de infecção no trato urinário, na maioria dos usuários, reflete a necessidade de uma educação em saúde para cuidador e não somente um treinamento tecnicista.

Conclui-se que o enfermeiro como “agente do cuidado” e com toda a sua autonomia, deve fundamentar o ensino do cateterismo vesical intermitente em uma atenção integral, que vise à corresponsabilidade da equipe de saúde, do cuidador e do próprio usuário.

 

Autora: CAMILA VILAÇA SALLES CAMPOS RIBEIRO

 


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