O impacto das bactérias resistentes é mundial e representa ameaça para a humanidade. É um grave problema de saúde pública. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 70% das bactérias que causam infecções hospitalares são resistentes a pelo menos um dos antimicrobianos comumente utilizados para o tratamento dos pacientes. Em crianças, os antibióticos estão no topo da lista dos medicamentos mais prescritos.

A administração de antibióticos requer controle rigoroso da enfermagem dos horários, diluições e intervalos entre doses para que o efeito entre o pico máximo de ação e o nível mínimo requerido para morte bacteriana seja o esperado, evitando seleção de organismos resistentes. O objetivo deste estudo é evidenciar o estado da arte da temática resistência bacteriana em pacientes pediátricos e a atuação da enfermagem.

Trata-se de estudo retrospectivo de levantamento bibliográfico seguido da análise crítica sobre a temática acima citada. Foram encontrados 15 artigos. Estes foram classificados em 4 temas e 20 categorias. As fontes revisadas apontam para três questões importantes: não basta fornecer treinamentos e elaborar protocolos, se não houverem estratégias e mecanismos de mudança de comportamentos, hábitos e crenças dos profissionais de saúde.

Os Programas de Gestão de Antimicrobianos provou diminuir a prescrição inapropriada de antimicrobianos, porém não contempla o enfermeiro como membro atuante dos mesmos e Somente um artigo teve a participação de enfermeiros na autoria, apesar de ser um assunto de suma relevância para a enfermagem. Portanto, pode-se afirmar que existe uma lacuna sobre esta temática na área da enfermagem.

 

Autoras: Cássia Galavotti Bote e Angélica Brino de Figueiredo