A principal entidade mundial que promove a saúde coletiva dedica um portal exclusivamente a prevenção e controle das infecções, que pode ser acessado no seguinte endereço: http://www.who.int/infection-prevention/en/

Depois de um início de século, no qual parecia que o controle de infecção ficaria numa posição secundária em relação a outros programas intra hospitalares (por exemplo,  gestão de risco, qualidade ou segurança do paciente), as principais entidades internacionais (como OMS e OPAS) destacam a importância estratégica para toda coletividade de ações historicamente desenvolvidas pela CCIH como: higiene das mãos, prevenção de infecções, controle de resistência microbiana, notificação de doenças emergentes, práticas de isolamento e precauções, cuidados com resíduos de serviços de saúde, prevenção de acidentes biológicos e estratégias para uso criterioso de antimicrobianos, entre outras ações imprescindíveis face aos novos desafios das doenças infecciosas no século XXI, extrapolando os muros dos hospitais, com reflexos em toda natureza e no perfil nosológico populacional.

Esse portal da OMS, em constante atualização, apresenta os programas desenvolvidos pela entidade, várias orientações, inúmeros artigos científicos relevantes e material didático em vários idiomas e vale sua visita constante e até se inscrever para receber informativos diretamente em seu E-mail.

Na página inicial, em seu carrossel em vários slides, ela afirma que a prevenção e o controle de infecção são essenciais, numa era de desafios da resistência microbiana e de doenças emergentes, para garantir segurança, qualidade e efetividade na assistência à saúde, desenvolvendo os componentes centrais do programa de ação proposto pela OMS. O controle epidemiológico das infecções associado a medidas preventivas elaboradas a partir das melhores evidências científicas podem salvar muitas vidas. Coloca também práticas para redução da infecção do sítio cirúrgico, de injeção segura e da higiene das mãos. Em todos os slides existem links para o material didático correspondente.

A afirmação de que 1 em cada 10 pacientes adquire infecção, durante a assistência à saúde, abre uma página (http://www.who.int/infection-prevention/publications/burden_hcai/en/) com informações sobre dados estatísticos mundiais, incluindo um artigo publicado no Lancet sobre as infecções hospitalares em países em desenvolvimento, comparando com as nações desenvolvidas (http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)61458-4/abstract)  e outro publicado pela própria OMS com recomendações e dados epidemiológicos sobre estatísticas globais de vários países (http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/80135/1/9789241501507_eng.pdf?ua=1). Ainda nesta página temos um resumo das principais recomendações da OMS para prevenção e controle das infecções.

A informação que mais de 50% das infecções do sítio cirúrgico são provocadas por bactérias resistentes abre outra página (http://www.who.int/infection-prevention/publications/ssi-guidelines/en/ ) com informações sobre prevenção dessas infecções, destacando o guia elaborado pela OMS (http://www.who.int/infection-prevention/publications/ssi-prevention-guidelines/en/ ) e uma página esclarecendo várias questões importantes sobre o tema (http://www.who.int/infection-prevention/tools/surgical/ssi-questions-answers/en/ ).

Afirmando que pelo menos 30% das infecções associadas aos cuidados de saúde são preveníveis abre-se uma nova página, que sintetiza os principais programas da OMS (http://www.who.int/infection-prevention/about/en/).

Encontramos ainda muitas outras ferramentas, materiais didáticos, cartazes e slides, que poderão ajudar na estruturação e desenvolvimento das ações de prevenção e controle das infecções, justificando uma visita constante a esta página. A grande maioria dos textos está em inglês, mas parte deles foi traduzida para outros idiomas, inclusive o castelhano e pode facilitar sua leitura, caso não domine esse idioma.

Resenha por: Antonio Tadeu Fernandes