Considera-se a infecção do sítio cirúrgico uma das mais graves complicações infecciosas no contexto hospitalar, que demanda grandes esforços da equipe de saúde para sua adequada prevenção. Em face de tal constatação, objetivou-se apresentar as evidências disponíveis, na literatura acerca das recomendações atuais para a indicação ou não da antibioticoprofilaxia em cirurgias eletivas, assim como sua eficácia.

Para tanto, obedeceu-se às diretrizes metodológicas para a realização de uma pesquisa bibliográfica, do tipo exploratório-descritiva, por meio de buscas informatizadas de artigos indexados nas bases de dados LILACS, SCIELO, CINAHL e MEDLINE, adotando um recorte temporal de 2006-2016.

Os achados na literatura evidenciaram que o objetivo da profilaxia antimicrobiana em procedimentos cirúrgicos eletivos é prevenir a infecção de sítio cirúrgico, atingindo níveis do antibiótico na circulação sanguínea e nos tecidos que excedam, em toda a duração do procedimento, as concentrações inibitórias mínimas dos microrganismos mais frequentemente encontrados naquele sítio.

O antimicrobiano deve ser administrado por via endovenosa, no momento da indução cirúrgica, devendo ser novamente administrado, de acordo com a meia-vida do fármaco e o tempo de cirurgia, até que seja feita a síntese dos tecidos e fechamento da pele, que constitui uma proteção importante contra infecções.

As exceções são cirurgias com inserção de prótese ou enxerto, nas quais administra-se 1 grama a cada 8 horas de cefazolina e também nas 24 horas a 48 horas seguintes ao procedimento. A profilaxia além do tempo cirúrgico, não previne infecção, levando à seleção de cepas e, por conseguinte, aumento da resistência bacteriana aos antibióticos.

Autoras: ERIKA MACHADO e LILIA APARECIDA MARTINS COSTA