Inscreva-se já.

Qual o objetivo do estudo?

Comparar a custo-efetividade de 3 métodos de vigilância: hospitalar, ambulatorial e telefônica.   Examinar a confiabilidade dos dados coletados por meio de vigilância telefônica.

Qual metodologia foi empregada?

Recrutamento durante um período de 26 semanas de 351 pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos gratuitos no Medical Research Institute de Alexandria (Egito). Os dados – dados operatórios do paciente e dados de ISC – foram coletados por um membro da equipe treinado para a vigilância de ISC. A coleta de dados foi realizada:

– Vigilância hospitalar: 3 vezes por semana revisão de prontuários em busca de sinais e sintomas de ISC; contato periódico com a equipe de medicina e enfermagem.

– Vigilância ambulatorial: 3 vezes por semana visitas ambulatoriais; diagnóstico feito pelo cirurgião seguindo os critérios do CDC.

– Vigilância telefônica: contato no 30º dia pós operatório e questionário proposto pela Public Health England para vigilância de ISC.

Nos casos de perda de seguimento, os pacientes foram classificados em 3 grupos: I – pacientes alcançados pela vigilância ambulatorial e telefônica, II- pacientes alcançados apenas pela vigilância telefônica, e III – pacientes não alcançados ambulatoriamente e por telefone.

Quais os principais resultados?

Vigilância hospitalar:

Taxa de incidência de ISC = 1.1%

Atenção: período de permanência pós-operação foi de menos de 2 dias em 75% dos pacientes.

Vigilância ambulatorial:

72% dos pacientes utilizaram assistência ambulatorial

Taxa de incidência de ISC = 12.3%

Vigilância telefônica:

88% dos pacientes utilizaram assistência telefônica

Taxa de incidência de ISC = 10.8%

Apenas um paciente reportou falsamente não haver ISC; sensibilidade 96.9% e especificidade de 100%.

Eficácia de custo calculada usando valores em EGP, inflacionando os custos aos valores de 2019 e expressados em U$D usando conversor de custo baseado em paridade de poder aquisitivo.  Vigilância telefônica foi mais custo efetiva; comparada a vigilância hospitalar, a vigilância ambulatorial teve custo extra de U$D15,6 enquanto a telefônica de U$D4,6.

Quais as conclusões e recomendações finais?

Em qualquer âmbito os custos e eficácia das diferentes estratégias de vigilância devem ser examinados previamente à adoção. Apesar da vigilância ambulatorial ser presumidamente mais precisa, análise sistemática revelou que a vigilância telefônica se provou mais efetiva, altamente precisa e menos custosa.

Que críticas e observações finais?

O artigo, com suas limitações, traz dados favoráveis ao acompanhamento telefônico como medida de vigilância pós operatória.

Apesar da relevância do estudo de estratégias eficazes para vigilância de ISC – tanto no âmbito da saúde quanto economicamente – é importante notar as limitações dessa publicação. Dentre elas, ressalto:

– o papel intrinsicamente passivo atribuído aos pacientes, tanto na prevenção quanto a vigilância de ISCs

– não há informações sobre o nível de instrução sobre ISC dos pacientes ou dos operadores telefônicos que administraram o questionário

– os autores afirmam que os participantes são usuários do serviço cirúrgico gratuito da referida instituição e declaram, sem dados de suporte mostrados, que são pessoas de baixa renda.

Fonte: GA Abu-Sheasha, RN Bedwani, MM Anwar, and OG Yassine – Cost-effectiveness analysis of three methods of surgical-site infection surveillance: Less is more. American Journal of Infection Control. Vol 48. Nº10.

Sinopse por: Maria Julia Ricci

Contato: [email protected]



Ficou interessado? Conheça nossos cursos MBA's e Express