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Este estudo foi realizado para avaliar a eficácia do peroxido de hidrogênio seco (DHP) na descontaminação microbiana do ar e das superfícies inanimadas como um complemento para a rotina de limpeza e desinfecção em um grande hospital urbano.

Qual a justificativa do estudo?

Diversas análises clínicas e baseadas em evidências documentaram que ao reduzir a carga microbiana no ambiente de atendimento podemos efetivamente mitigar o risco de infecções associadas à saúde (HAIs). É fato que as práticas padrão de limpeza e desinfecção manuais são frequentemente inadequadas, de forma que a contaminação persistente no ambiente representa um risco de infecção que pode, contudo, ser mitigado por sistemas de desinfecção sem toque.

Qual o objetivo do estudo?

Este estudo foi realizado para avaliar a eficácia do peroxido de hidrogênio seco (DHP) na descontaminação microbiana do ar e das superfícies inanimadas como um complemento para a rotina de limpeza e desinfecção em um grande hospital urbano.

Qual metodologia foi empregada?

Foi realizada uma análise de coorte durante 1 mês entre março e abril de 2019 em 5 unidades hospitalares diversas – sendo duas pediátricas e três adultas – em Las Vegas (EUA).

Foram coletadas amostras de superfície após limpeza manual em diversos dias antes e após a implementação do sistema DHP; as amostras de superfície foram coletadas por meio de swab de diversas superfícies sempre em áreas pré-definidas. Em total foram coletadas 186 amostras de 31 superfícies diversas. Foram coletadas também amostras de ar em cada unidade antes e após a implementação; as amostras de ar foram coletadas com um impactador de amostragem de bioaerossol, usando placa bacteriana e placa fúngica. Foram coletadas 7 amostras por dia de coleta, totalizando 42 amostras.

As amostras foram cultivadas em ágar de sangue e os dados relatados como unidades formadoras de colônias (CFU) com identificação das espécies.

Quais os principais resultados?

As superfícies amostradas demonstraram redução de carga biológica persistente após a implementação do sistema DHP, com as mesmas práticas de limpeza manual aplicadas.

A carga microbiana superficial média geral em todas as unidades reduziu-se em 96.5% após a implementação de DHP, mantendo-se em 92% ao final dos 28 dias de intervenção. As maiores reduções foram identificadas nas cortinas de privacidade, chegando a 99.5% – de 53.93 milhões de CFU a 0.29 milhão.

As contagens medias obtidas das amostras de ar também mostraram redução no período pós-intervenção.

Quais as conclusões e recomendações finais?

Há uma miríade de razões pelas quais a limpeza manual padrão pode ser inadequada – como por exemplo falta de pessoal, pressão para uma rotação veloz da sala, práticas inadequadas etc. Este estudo demonstra que o peroxido de hidrogênio no ar é um método eficaz para desinfecção ambiental; um componente dessa eficácia é a capacidade de alcançar locais remotos e tradicionalmente inacessíveis que podem não ser geridos pela limpeza manual.

Quais as limitações do estudo?

Os autores ressaltam como limitação que os dados são limitados a unidades de cuidados intensivos com vários serviços e unidades de saúdes, de forma que as descobertas podem ser limitadas a departamentos de tamanhos semelhantes e com serviços e populações de pacientes semelhantes.

Que críticas e observações?

Estudo extremamente bem elaborado e executado por pesquisadores ilustres, contando inclusive com uma equipe terceirizada para coleta e processamento de amostras imparcial. Esta pesquisa é uma ótima demonstração de como podemos aliar métodos tradicionais a tecnologias no âmbito de prevenção e controle de infecção, de forma a melhorar o ambiente de saúde. Entretanto, ainda não existem evidências científicas robustas de seu impacto na redução da ocorrência de infecções hospitalares e nem sobre ação residual do desinfetante.

Fonte: Sanguinet J, Edmiston C. Evaluation of dry hydrogen peroxide in reducing microbial bioburden in a healthcare facility. Am J Infect Control. 2021 Aug;49(8):985-990

Sinopse por: Maria Julia Ricci

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