BGN Resistentes na Pediatria: Como Escolher o Melhor Tratamento e Salvar Vidas?

FAQ: BGN Resistentes na Pediatria

1. Por que a resistência dos bacilos gram-negativos (BGN) é um desafio especial na pediatria?

Porque a criança não é um adulto pequeno: há diferenças imunológicas, de microbiota intestinal e, sobretudo, de farmacocinética/farmacodinâmica (PK/PD) que impactam a escolha da dose, do intervalo e da forma de infusão dos antimicrobianos. Além disso, o arsenal terapêutico aprovado para uso pediátrico é mais restrito do que o disponível para adultos, tornando cada decisão terapêutica mais crítica.

Fonte: BGN Resistentes na Pediatria — TV CCIH

2. Quais são os principais BGN resistentes que impactam UTIs pediátricas e neonatais?

Os patógenos de maior impacto são as enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos (CRE), como Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, e os bacilos não fermentadores, Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii e Stenotrophomonas maltophilia. Todos estão associados a aumento significativo de mortalidade e de tempo de internação.

Fonte: Infecção hospitalar em neonatos por Gram-negativos — Instituto CCIH+

3. O que é uma carbapenemase e por que ela muda tudo no tratamento?

Carbapenemases são enzimas capazes de hidrolisar (destruir) os carbapenêmicos, considerados a “última linha” dos betalactâmicos. Sua presença retira do arsenal terapêutico meropenem, imipenem e ertapenem, obrigando o uso de drogas de resgate como novos betalactâmicos com inibidores, polimixinas ou cefiderocol. É por isso que a distinção entre resistência “pura” (por porina/efluxo) e resistência por carbapenemase muda completamente o esquema empírico.

Fonte: A Era Pós-Carbapenêmicos: Novos Inibidores, Novas Esperanças — Instituto CCIH+

4. Como as carbapenemases são classificadas e por que essa classificação importa?

Pela classificação molecular de Ambler:

  • Classe A — serino-carbapenemases (ex.: KPC);

  • Classe B — metalo-betalactamases (MBL), dependentes de zinco (ex.: NDM, VIM, IMP);

  • Classe D — oxacilinases (ex.: OXA-48).

Essa distinção é decisiva porque os novos inibidores (avibactam, vaborbactam, relebactam) atuam sobre serino-enzimas, mas não inibem MBLs. Diagnosticar o mecanismo molecular é, portanto, condição para escolher a droga correta.

Fonte: Quais são as perspectivas da CCIH quanto ao tratamento das infecções resistentes? — Instituto CCIH+

5. Qual é o papel do laboratório de microbiologia frente aos BGN resistentes?

O laboratório é o “radar” da CCIH. Métodos rápidos (testes imunocromatográficos e moleculares para KPC, NDM, OXA-48) permitem identificar o mecanismo de resistência em horas, orientando terapia dirigida em vez de empírica de amplo espectro. Sem esse suporte, o clínico é obrigado a superutilizar drogas de resgate, pressionando ainda mais a seleção de resistência.

Fonte: BGN Resistentes na Pediatria — TV CCIH

6. Como tratar infecções pediátricas por enterobactérias produtoras de ESBL?

Infecções graves por bactérias produtoras de ESBL (betalactamase de espectro estendido) devem ser tratadas com carbapenêmicos (meropenem em dose otimizada), enquanto quadros não graves, como cistites, podem responder a nitrofurantoína, fosfomicina ou sulfametoxazol-trimetoprima quando sensíveis. A piperacilina-tazobactam não é recomendada como primeira linha para infecções graves por ESBL, mesmo com MIC sensível, conforme diretrizes atualizadas.

Fonte: Como tratar infecções por bactérias produtoras de ESBL ou AmpC — Instituto CCIH+

7. O que muda quando a enterobactéria produz AmpC (grupo HEYES)?

Bactérias do grupo HEYES (Hafnia, Enterobacter, Yersinia, Enterobacter e Serratia) podem induzir a produção de AmpC durante o tratamento, gerando falência terapêutica com cefalosporinas de 3ª geração mesmo quando o antibiograma inicial mostra sensibilidade. Preferem-se cefepima em dose otimizada (se MIC baixo) ou carbapenêmicos em infecções graves.

Fonte: Como tratar infecções por bactérias produtoras de ESBL ou AmpC — Instituto CCIH+

8. Como interpretar o MIC do meropenem para decidir entre monoterapia e esquemas combinados?

Em CRE, o valor do MIC do meropenem ajuda a definir se ainda há espaço para o carbapenêmico em dose alta e infusão estendida: MIC ≤ 8 mg/L pode permitir uso como parte de esquema combinado; MIC > 8 mg/L reforça a necessidade de drogas de resgate (novos betalactâmicos com inibidores, cefiderocol). A tendência atual é privilegiar monoterapia dirigida quando há droga ativa comprovada, evitando combinações com polimixinas quando desnecessárias.

Fonte: Novo guideline de tratamento de infecções por BGN resistentes — IDSA / Instituto CCIH+

9. Qual é o papel da ceftazidima-avibactam no tratamento pediátrico?

Ceftazidima-avibactam é opção de escolha para infecções por enterobactérias produtoras de KPC e de OXA-48, e também para Pseudomonas aeruginosa resistente difícil de tratar (DTR). Já está aprovada para uso pediátrico (a partir de 3 meses de idade) em infecções complicadas do trato urinário e intra-abdominais. Não cobre metalo-betalactamases isoladamente.

Fonte: Novos antibióticos são ativos contra enterobactérias resistentes a carbapenêmicos? — Instituto CCIH+

10. Como tratar infecções por metalo-betalactamases (NDM) e por dupla produção KPC + NDM?

A estratégia consagrada é a combinação ceftazidima-avibactam + aztreonam: o aztreonam escapa da hidrólise pelas MBLs, enquanto o avibactam protege o aztreonam das serino-enzimas frequentemente coproduzidas (KPC, ESBL, AmpC). Alternativas incluem cefiderocol em monoterapia, especialmente quando há resistência a múltiplos mecanismos.

Fontes: A Era Pós-Carbapenêmicos — Instituto CCIH+ · BGN Resistentes na Pediatria — TV CCIH

11. Por que a NDM está preocupando cada vez mais os serviços brasileiros?

Estudos brasileiros documentaram, no pós-pandemia de COVID-19, aumento expressivo da prevalência de NDM em detrimento da KPC, em algumas regiões, saltando de menos de 10% para mais de 42% dos isolados de K. pneumoniae resistentes aos carbapenêmicos. Esse deslocamento é grave porque invalida boa parte dos novos betalactâmicos com inibidores (ceftazidima-avibactam, meropenem-vaborbactam, imipenem-relebactam) quando usados isoladamente.

Fonte: Quais são as perspectivas da CCIH quanto ao tratamento das infecções resistentes? — Instituto CCIH+

12. Como abordar Pseudomonas aeruginosa resistente difícil de tratar (DTR) em pediatria?

Para Pseudomonas DTR (resistente a todos os betalactâmicos anti-pseudomonas tradicionais e fluoroquinolonas), as opções preferenciais são ceftazidima-avibactam, ceftolozano-tazobactam, imipenem-relebactam ou cefiderocol, guiadas por sensibilidade. Deve-se evitar terapia combinada empírica com polimixinas quando houver um betalactâmico ativo disponível, reduzindo toxicidade renal.

Fonte: Novo guideline IDSA para BGN resistentes — Instituto CCIH+

13. E o Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos (CRAB)?

CRAB continua sendo um dos maiores desafios em UTI pediátrica. As opções incluem ampicilina-sulbactam em altas doses (frequentemente em combinação), cefiderocol, minociclina, tigeciclina e polimixinas, quase sempre em esquemas combinados, dada a alta taxa de falência com monoterapia. A prevenção por precauções de contato e controle ambiental é tão importante quanto o tratamento.

Fonte: Novo guideline IDSA para BGN resistentes — Instituto CCIH+

14. Qual é o esquema de escolha para Stenotrophomonas maltophilia grave?

Stenotrophomonas maltophilia é intrinsecamente resistente a carbapenêmicos. A primeira linha continua sendo sulfametoxazol-trimetoprima, isolado ou combinado. Alternativas incluem minociclina, levofloxacino, cefiderocol e ceftazidima-avibactam + aztreonam. A escolha deve considerar gravidade, sítio da infecção e sensibilidade documentada.

Fonte: BGN Resistentes na Pediatria — TV CCIH

15. Por que infusão estendida ou contínua de betalactâmicos é tão importante na criança grave?

Os betalactâmicos têm ação tempo-dependente: o efeito bactericida depende do tempo em que a concentração livre do fármaco permanece acima do MIC (fT>MIC). Prolongar a infusão para 3–4 horas (estendida) ou 24 horas (contínua) aumenta esse tempo e melhora desfechos, principalmente em pacientes com sepse, MIC elevado e hiperclearance renal — situações comuns em UTI pediátrica.

Fonte: BGN Resistentes na Pediatria — TV CCIH

16. O que é hiperclearance renal e como ele muda a dose do antibiótico na criança crítica?

Hiperclearance renal (ClCr > 130 mL/min/1,73 m²) é frequente em crianças sépticas, queimadas ou em pós-operatório, e reduz drasticamente as concentrações séricas de betalactâmicos e vancomicina, favorecendo subdose e falência terapêutica. A resposta é otimizar dose de ataque, encurtar intervalos e usar infusão estendida/contínua, idealmente com monitorização terapêutica (TDM) quando disponível.

Fonte: Antimicrobial Stewardship em Pediatria: Diretrizes da ANVISA — Instituto CCIH+

17. Como o programa de stewardship (PGA) reduz a emergência de BGN resistentes na UTI pediátrica?

O uso prévio de carbapenêmicos e de cefalosporinas de 4ª geração está associado a aumento de até 514 vezes no risco de infecção da corrente sanguínea por BGN em neonatos. O PGA atua justamente sobre esse motor: define protocolos, restringe amplo espectro empírico, promove reavaliação em 48–72 h (antibiotic time-out), encurta durações e forma equipes. Também prioriza o poupamento de carbapenêmicos e a de-escalation baseada em cultura.

Fonte: Infecção hospitalar em neonatos por Gram-negativos — Instituto CCIH+

18. Qual é a estratégia de prevenção mais efetiva contra a disseminação de BGN resistentes na UTI pediátrica?

O “pacote” de medidas combina: higiene rigorosa das mãos, precauções de contato para pacientes colonizados ou infectados, coorte de pacientes e equipe em surtos, busca ativa por colonização (swab retal) em situações-índice, controle ambiental (com atenção especial a pias e ralos, reservatórios clássicos de Pseudomonas e Acinetobacter), comunicação obrigatória do status de colonização em transferências e stewardship robusto. A identificação de um único caso de CRE em UTI neonatal já deve disparar investigação de surto.

Fonte: Infecção hospitalar em neonatos por Gram-negativos — Instituto CCIH+

19. Qual é o papel da tigeciclina no tratamento de BGN resistentes em pediatria?

A tigeciclina tem uso limitado em pediatria (aprovada geralmente acima de 8 anos, e off-label abaixo dessa idade). Não deve ser usada em bacteremia primária nem em infecções urinárias, dada a baixa concentração sérica e urinária. Pode ser considerada em terapia combinada para infecções intra-abdominais, pele e partes moles ou pneumonia complicada por CRE quando não há melhores opções, sempre com dose otimizada.

Fonte: BGN Resistentes na Pediatria — TV CCIH

20. Onde o profissional pode se aprofundar nas diretrizes e protocolos citados na live?

As principais fontes são o guideline atualizado da IDSA para tratamento de infecções por BGN resistentes, a Diretriz Nacional da ANVISA para o Programa de Gerenciamento do Uso de Antimicrobianos (PGA) — com capítulo específico para pediatria e neonatologia — e o portfólio de aulas e artigos do Instituto CCIH+. Para formação estruturada, o Instituto oferece o MBA em Gestão em Saúde e Controle de Infecção e a Jornada de Antimicrobial Stewardship.

Fontes: Novo guideline IDSA para BGN resistentes — Instituto CCIH+ · Antimicrobial Stewardship em Pediatria: Diretrizes da ANVISA — Instituto CCIH+ · BGN Resistentes na Pediatria — TV CCIH

Resumo do Conteúdo do Vídeo

Nesta aula promovida pela TV CCIH, o infectologista pediátrico Dr. Fabrício Mota aborda um dos cenários mais desafiadores da infectologia e da terapia intensiva pediátrica e neonatal: o aumento crescente da resistência aos antimicrobianos em bacilos gram-negativos (BGN), em especial a resistência aos carbapenêmicos.

O palestrante explora as peculiaridades da população pediátrica, ressaltando que a criança não é um adulto pequeno devido a diferenças imunológicas, de microbiota e de farmacocinética/farmacodinâmica (PK/PD). É detalhado como infecções por enterobactérias resistentes (CRE), Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii e Stenotrophomonas maltophilia impactam diretamente a taxa de mortalidade e o tempo de internação em UTIs.

Além disso, a aula destaca a importância crucial do laboratório de microbiologia no diagnóstico rápido dos mecanismos moleculares de resistência (como as enzimas KPC, NDM e OXA-48), guiando decisões terapêuticas precisas. São discutidos o uso de novos betalactâmicos (como Ceftazidima/Avibactam), a combinação com Aztreonam para metallo-betalactamases, o papel da infusão estendida/contínua de betalactâmicos e o combate ao hiperclearance renal, finalizando com orientações práticas de Stewardship e prevenção de infecções.

Minutagem Completa

  • [00:28] – Abertura e apresentação da transmissão na TV CCIH

  • [01:48] – Introdução ao tema “BGN resistentes na pediatria” e apresentação do palestrante

  • [02:59] – Apresentação do currículo do Dr. Fabrício Mota

  • [04:14] – Declaração de conflito de interesses e objetivos da aula

  • [05:24] – Epidemiologia e razões pelas quais a resistência em pediatria é um desafio único

  • [08:50] – Gravidade e impacto da mortalidade por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos

  • [11:06] – Perfil e dados da resistência antimicrobiana em UTIs pediátricas brasileiras

  • [12:44] – Enterobactérias produtoras de carbapenemases e fatores de risco para colonização e infecção

  • [17:12] – Classificação molecular dos mecanismos de resistência (Classes de Ambler e Bush-Jacoby)

  • [20:39] – Diferença entre resistência pura aos carbapenêmicos e produção de carbapenemases

  • [23:10] – Testes de rastreio e papel decisivo do laboratório de microbiologia

  • [29:31] – Diretrizes e guidelines de tratamento para BGN resistentes (IDSA, SBI e consensos)

  • [31:38] – Manejo terapêutico de infecções por enterobactérias produtoras de ESBL e AMPc (Grupo HEYES)

  • [36:00] – Interpretação do MIC do Meropenem e decisão entre monoterapia e esquemas combinados

  • [38:54] – Novas opções terapêuticas em pediatria: foco em Ceftazidima/Avibactam

  • [41:48] – Tratamento de Metallo-betalactamases (NDM) e dupla produção (KPC + NDM): Ceftazidima/Avibactam + Aztreonam

  • [45:32] – Experiência clínica de serviço e desfechos no tratamento de bacteremias complexas

  • [49:03] – Estratégias para BGN não fermentadores: Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii

  • [53:02] – Esquemas terapêuticos para infecções graves por Stenotrophomonas maltophilia

  • [53:39] – Princípios de PK/PD dos betalactâmicos no paciente crítico pediátrico

  • [56:51] – Vantagens e evidências da infusão estendida e contínua em pediatria

  • [58:47] – Prevenção de infecção/colonização, precauções de contato e poupamento de carbapenêmicos

  • [01:00:20] – Resumo dos pontos-chave para a prática diária

  • [01:02:15] – Sessão de perguntas e respostas com os espectadores (duração do tratamento comunitário, uso de Tigeciclina, prescrição empírica, argumentos para investimento no laboratório, dose de ataque, hipoalbuminemia e hiperclearance renal)

  • [01:12:26] – Informações sobre a Jornada de Antimicrobial Stewardship e encerramento

#BGNResistentesNaPediatria #BacilosGramNegativosMultirresistentes #EnterobacteriasResistentesCarbapenemicos #CRE #KPC #NDM #OXA48 #Carbapenemases #MetaloBetalactamases #ESBL #AmpC #PseudomonasAeruginosaDTR #AcinetobacterBaumanniiCRAB #StenotrophomonasMaltophilia #CeftazidimaAvibactam #CeftazidimaAvibactamAztreonam #MeropenemVaborbactam #ImipenemRelebactam #Cefiderocol #CeftolozanoTazobactam #Meropenem #Polimixinas #Tigeciclina #Sulbactam #Aminoglicosideos #AntimicrobialStewardship #PGA #StewardshipPediatrico #UTIPediatrica #UTINeonatal #SepseNeonatal #SepsePediatrica #InfeccaoHospitalarPediatrica #IRAS #ResistenciaAntimicrobiana #Multirresistencia #Superbacterias #PKPD #InfusaoEstendida #InfusaoContinua #HiperclearanceRenal #OtimizacaoDeDoses #MonitorizacaoTerapeutica #LaboratorioDeMicrobiologia #DiagnosticoMolecularRapido #TesteDeSensibilidade #InterpretacaoDoMIC #IDSA2024 #DiretrizesIDSA #DiretrizesANVISA #GuidelinesBGN #NovosBetalactamicos #NovosAntibioticos #PoupamentoDeCarbapenemicos #DeEscalation #AntibioticTimeOut #PrecaucoesDeContato #ControleDeSurto #BuscaAtivaColonizacao #HigieneDasMaos #ControleDeInfeccao #CCIH #InfectologiaPediatrica #FabricioMota #InstitutoCCIH #TVCCIH

Autora 

Karine Oliveira
Enfermeira | Gerente Educacional do Instituto CCIH+
Especialista em Gestão em Saúde e Controle de Infecção | Qualidade e Segurança do Paciente
Mestranda em Enfermagem com foco em Gerenciamento de Incidentes e Eventos Adversos
Presidente da AGIH (Associação Gaúcha de Profissionais em Controle de Infecção) – Gestão 2025–2027 

📍 Acompanhe nas redes:
Instagram: @karine_oliveira
LinkedIn: linkedin.com/in/karineoliveira 

Instituto CCIH+ Parceria permanente entre você e os melhores professores na sua área de atuação 

Conheça nossos cursos de especialização ou MBA: 

MBA Gestão em Saúde e Controle de Infecção 

MBA Gestão em Centro de Material e Esterilização 

MBA EQS – Gestão da Segurança do Paciente e governança clínica  

Especialização em Farmácia Clínica e Hospitalar  

Pós-graduação em Farmácia Oncológica