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As infecções seriam melhor controladas se os pacientes de risco ficassem concentrados em uma unidade especializada? Dr Chattopadhyay do Whipps Cross Hospital de Londres fez um estudo custo-benefício para avaliar o impacto desta medida.

Nesta unidade eram admitidos pacientes com os seguintes diagnósticos: meningite em paciente adulto; tuberculose; pacientes imunocompetentes infectados ou colonizados por MRSA; febre tifóide ou paratifóide; febre de origem obscura; bactérias Gram negativas multi-resistentes; enterococo resistente a vancomicina.

O autor destaca as prováveis vantagens dessas unidades: menor disseminação de infecção para os demais pacientes; racionalização da indicação e operacionalização de isolamento/precauções; treinamento dos profissionais de saúde; facilidades para vigilância e monitoramento da resposta terapêutica; facilidade para realização de coorte, apoio psicológico e reabilitação; melhor limpeza ambiental, supervisionada por profissionais experientes. Entre as desvantagens teóricas, ele pontuou: custo para implantação e manutenção; vários pacientes requerendo isolamento não podem ser transferidos de suas unidades originais (ex: UTI); é prudente não admitir imunocomprometidos; menor versatilidade na distribuição de leitos pelo hospital; resistência a internação ou ao trabalho profissional na unidade; dificuldade para acompanhar doenças subjacentes; trabalho adicional para assistir pacientes em quartos isolados.

No estudo do autor, além do encarecimento do atendimento realizado nestas unidades, não foi observada redução na incidência de infecções cruzadas, não se justificando a sua implantação.

 

Fonte: Chattopadhyay B. Control of infection ward – are they worthwhile?. J Hosp Infect (2001) 47: 88-90.

Resumido por: Antonio Tadeu Fernandes em 2002.



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