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Estudos já demonstraram a capacidade do vírus de manter-se viável por diversas horas em superfícies A desinfecção eficiente de superfícies contaminadas por SARS-CoV-2 pode ajudar a prevenir sua disseminação O estudo foi realizado com o objetivo de investigar a eficácia in vitro da luz UVC distante de 222 nm na desinfecção de superfícies contaminadas por SARS-CoV-2.

Qual a justificativa do estudo?

O SARS-CoV-2 é um coronavírus que causa a doença COVID-19 e emergiu como uma séria ameaça à saúde humana em todo o mundo. A transmissão ocorre principalmente por partículas respiratórias e contato próximo com pessoas infectadas; contudo, estudos já demonstraram a capacidade do vírus de manter-se viável por diversas horas em superfícies diversas. Sendo assim, a desinfecção eficiente de superfícies contaminadas por SARS-CoV-2 pode ajudar a prevenir sua disseminação.

Qual o objetivo do estudo?

A desinfecção por sistemas de luz ultravioleta tem sido cada vez mais utilizada no ambiente de cuidados a saúde, em uma tentativa de diminuir a transmissão de patógenos nosocomiais e prevenir infecções. A utilização desse tipo de radiação tem seus riscos intrínsecos, porém estudos passados demonstraram que a luz UVC de 222 nm, que pertence ao espectro de UVC distante, possui as mesmas propriedades altamente germicidas com menos riscos a pele e olhos devido a sua capacidade de penetração limitada.

O estudo foi realizado com o objetivo de investigar a eficácia in vitro da luz UVC distante de 222 nm na desinfecção de superfícies contaminadas por SARS-CoV-2.

Qual metodologia foi empregada?

Foi investigada a carga viral de SARS-CoV-2 após irradiação UVC (intensidade de radiação na superfície 0,1mW/cm2) com um sistema de irradiação a 222nm por 10, 30, 60 e 300 segundos. Foi utilizada TCID50 (Median Tissue Culture Infection Dose) para determinar a carga viral de cada uma das amostras. Em seguida, foi utilizada RT-qPCR para quantificar o RNA de SARS-CoV-2.

Quais os principais resultados?

3 mJ/cm2 de irradiação UVC de 222nm (0,1 mW/cm2 por 30 segundos) resultou em 99,7% de redução de SARS-CoV-2 viável de acordo com o TCID50. Em contraste, o número de copias de RNA não mudou mesmo após irradiação com 30mJ/cm2 por 300 segundos.

Quais as limitações do estudo?

Como ressaltado pelos autores na discussão, este foi um estudo realizado in vitro. Portanto não é possível garantir equivalente eficácia em outras condições.

Quais as conclusões e recomendações finais?

Este estudo mostra a eficácia da irradiação UVC de 222 nm contra a contaminação por SARS-CoV-2 em um experimento in vitro. São ainda necessárias mais investigações de segurança e eficácia da irradiação UVC de 222 nm na redução da contaminação de superfícies do mundo real.

Que críticas e observações?

Estudo com metodologia experimental muito clara e transparente. Apesar da limitação apresentada, este estudo é certamente um ponto de início importante para estudos futuros que avaliem a possibilidade de aplicação de tecnologias de luz UV em âmbito clínico de modo seguro.

Fonte: Kitagawa H, Nomura T, Nazmul T, et al. Effectiveness of 222-nm ultraviolet light on disinfecting SARS-CoV-2 surface contamination. Am J Infect Control. 2021;49(3):299-301. doi:10.1016/j.ajic.2020.08.022

Sinopse por: Maria Julia Ricci

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