Inscreva-se já.

Tudo caminha para a valorização crescente do profissional que controla e previne infecções. A OMS lançou novo documento detalhando as ações de controle, colocando-o no centro da ação integrada para garantir qualidade, gestão de riscos, segurança do paciente, controle do uso de antibióticos e da resistência microbiana. Sintetizamos em nosso site essas recomendações disponíveis em seis volumes de artigos. Temos também matérias sobre desenvolvimento de vacinas e Covid em recém nascidos, caso brasileiro confirmado de reinfecção pelo Sars-CoV-2.

Programação da TV CCIH 14 a 18/12

Mais que nunca o balanço de final de ano se torna necessário como neste final de 2020. Onde a humanidade errou ao possibilitar a disseminação do novo coronavírus e quais serão as respostas possíveis a este grande desafio.  Como se inserem os profissionais e funcionários da saúde e particularmente o CME e a CCIH. Isto será debatido nos programas SuperAção e ReVisão desta semana. Também teremos dois temas importantes em CME: cirurgia robótica e processamento de artigos semicríticos fora do CME. O programa começa sempre as 20 horas. É muito importante que vocês participem coloquem suas dúvidas e opiniões.

OMS reforça a importância da CCIH

Um novo documento sobre competências do controle de infecção frente as infecções relacionadas à assistência e da resistência microbiana, agora foi reforçado pela emergência da pandemia, na qual esta comissão tem papel central na orientação de medidas profiláticas e notificação de casos às autoridades mundiais. Ele foi adaptado pela nossa equipe em seis volumes no nosso idioma e vocês podem acessara partir dos links abaixo.

https://www.ccih.med.br/oms-competencias-essenciais-para-profissionais-de-prevencao-e-controle-de-infeccao-volume-1/

https://www.ccih.med.br/oms-competencias-essenciais-para-profissionais-de-prevencao-e-controle-de-infeccao-volume-2/

https://www.ccih.med.br/oms-competencias-essenciais-para-profissionais-de-prevencao-e-controle-de-infeccao-volume-3/

https://www.ccih.med.br/oms-competencias-essenciais-para-profissionais-de-prevencao-e-controle-de-infeccao-volume-4/

https://www.ccih.med.br/oms-competencias-essenciais-para-profissionais-de-prevencao-e-controle-de-infeccao-volume-5/

https://www.ccih.med.br/oms-competencias-essenciais-para-profissionais-de-prevencao-e-controle-de-infeccao-volume-6/

OMS – Como as vacinas são desenvolvidas?

Quais são os ingredientes de uma vacina?

As vacinas contêm minúsculos fragmentos do organismo causador da doença. Eles também contêm outros ingredientes para manter a vacina segura e eficaz. Esses últimos ingredientes estão incluídos na maioria das vacinas e têm sido usados por décadas em bilhões de doses de vacina.

Cada componente da vacina atende a um propósito específico e cada ingrediente é testado no processo de fabricação. Entre outros componentes, confira alguns:

Antígeno

Todas as vacinas contêm um componente ativo (o antígeno) que gera uma resposta imune, ou o esquema para a produção do componente ativo. O antígeno pode ser uma pequena parte do organismo causador da doença, como uma proteína ou açúcar, ou pode ser o organismo inteiro em uma forma enfraquecida ou inativa.

Conservantes

Os conservantes evitam que a vacina seja contaminada após a abertura do frasco, se for usado para vacinar mais de uma pessoa. Algumas vacinas não têm conservantes porque são armazenadas em frascos de dose única e são descartadas após a administração da dose única. O conservante mais comumente usado é o 2-fenoxietanol. Ele tem sido usado por muitos anos em várias vacinas, é usado em uma variedade de produtos para bebês e é seguro para uso em vacinas, pois tem pouca toxicidade em humanos.

Estabilizadores

Os estabilizadores evitam que as reações químicas ocorram dentro da vacina e evitam que os componentes da vacina grudem no frasco da vacina.

Os estabilizadores podem ser açúcares (lactose, sacarose), aminoácidos (glicina), gelatina e proteínas (albumina humana recombinante, derivada de levedura).

Como as vacinas são desenvolvidas?

A maioria das vacinas está em uso há décadas, com milhões de pessoas recebendo-as com segurança todos os anos. Como acontece com todos os medicamentos, toda vacina deve passar por testes extensivos e rigorosos para garantir que seja segura antes de poder ser introduzida no programa de vacinas de um país.

Cada vacina em desenvolvimento deve primeiro ser submetida a exames e avaliações para determinar qual antígeno deve ser usado para invocar uma resposta imune. Esta fase pré-clínica é realizada sem testes em humanos. Uma vacina experimental é testada pela primeira vez em animais para avaliar sua segurança e potencial para prevenir doenças.

Se a vacina desencadear uma resposta imunológica, ela será testada em ensaios clínicos em humanos em três fases.

Fase 1

A vacina é administrada a um pequeno número de voluntários para avaliar sua segurança, confirmar se ela gera uma resposta imune e determinar a dosagem certa. Geralmente, nesta fase, as vacinas são testadas em voluntários adultos jovens e saudáveis.

Fase 2

A vacina é então administrada a várias centenas de voluntários para avaliar ainda mais sua segurança e capacidade de gerar uma resposta imune. Os participantes dessa fase têm as mesmas características (como idade, sexo) das pessoas para as quais a vacina se destina. Normalmente, há vários ensaios nesta fase para avaliar várias faixas etárias e diferentes formulações da vacina. Um grupo que não recebeu a vacina é geralmente incluído na fase como um grupo comparador para determinar se as mudanças no grupo vacinado são atribuídas à vacina ou aconteceram por acaso.

Fase 3

Em seguida, a vacina é administrada a milhares de voluntários – e em comparação com um grupo semelhante de pessoas que não receberam a vacina, mas receberam um produto comparador – para determinar se a vacina é eficaz contra a doença que se destina a proteger e para estude sua segurança em um grupo muito maior de pessoas. Na maioria das vezes, os ensaios de fase três são realizados em vários países e locais dentro de um país para garantir que os resultados do desempenho da vacina se apliquem a muitas populações diferentes.

Durante a fase dois e os testes de fase três, os voluntários e os cientistas que conduzem o estudo são impedidos de saber quais voluntários receberam a vacina sendo testada ou o produto comparador. Isso é chamado de “cegamento” e é necessário para garantir que nem os voluntários nem os cientistas sejam influenciados em sua avaliação de segurança ou eficácia por saber quem obteve qual produto. Depois que o ensaio termina e todos os resultados são finalizados, os voluntários e os cientistas do ensaio são informados sobre quem recebeu a vacina e quem recebeu o comparador.

Quando os resultados de todos esses ensaios clínicos estão disponíveis, uma série de etapas é necessária, incluindo análises de eficácia e segurança para aprovações de políticas regulatórias e de saúde pública. Os funcionários de cada país analisam de perto os dados do estudo e decidem se autorizam o uso da vacina. Uma vacina deve ser comprovada como segura e eficaz em uma ampla população antes de ser aprovada e introduzida em um programa nacional de imunização. O nível de segurança e eficácia das vacinas é extremamente alto, reconhecendo que as vacinas são administradas a pessoas saudáveis ​​e especificamente livres da doença.

O monitoramento posterior ocorre de forma contínua após a introdução da vacina. Existem sistemas para monitorar a segurança e eficácia de todas as vacinas. Isso permite que os cientistas acompanhem o impacto e a segurança da vacina, mesmo quando ela é usada em um grande número de pessoas, por um longo período de tempo. Esses dados são usados ​​para ajustar as políticas de uso da vacina para otimizar seu impacto e também permitem que a vacina seja rastreada com segurança ao longo de seu uso.

Assim que a vacina estiver em uso, ela deve ser monitorada continuamente para garantir que continue a ser segura.

Fonte: https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/how-are-vaccines-developed

Diretoria da Anvisa oficializa possibilidade de uso emergencial de vacina contra Covid

Em reunião realizada nesta quinta-feira (10/12), a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou uma Resolução que abre possibilidade aos laboratórios de solicitarem autorização para uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19.

Trata-se apenas de uma oficialização, pela Diretoria da Agência, do mecanismo de pedido de uso emergencial de vacinas que já havia sido anunciado no dia 2 de dezembro. Até o momento, nenhum laboratório solicitou ainda tal uso, embora no dia 2/12 a Anvisa tenha publicado um guia com os requisitos para essa solicitação.

Para concessão da autorização temporária, a Anvisa analisará caso a caso e a decisão ficará a cargo da Diretoria. Serão considerados dados de estudos não clínicos e clínicos, de qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, resultados provisórios de ensaios clínicos, entre outras evidências científicas. Além disso, a empresa deve apresentar informações que comprovem que a fabricação e a estabilidade são adequadas para garantir a qualidade da vacina.

ALERTA ANVISA: Identificação de caso de Candida auris no Brasil

Candida auris (C. auris) é um fungo emergente que representa uma grave ameaça à saúde global e foi identificado pela primeira vez como causador de doença em humanos em 2009, no Japão. Algumas cepas de C. auris são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos (polienos, azóis e equinocandinas) e sua identificação requer métodos laboratoriais específicos, uma vez que C. auris pode ser facilmente confundida com outras espécies de leveduras, tais como Candida haemulonii e Saccharomyces cerevisiae.

Considerando um alerta epidemiológico em função dos relatos de surtos de C. auris em serviços de saúde da América Latina, publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) em outubro de 2016, a Anvisa coordenou a formação de uma rede nacional de laboratórios para dar suporte aos serviços de saúde do país na identificação de C. auris. Naquela ocasião, a Agência publicou o Comunicado de Risco 01/2017 – GVIMS/GGTES/ANVISA, contendo orientações para a vigilância laboratorial, encaminhamento de isolados para laboratórios de referência e medidas de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras) pela C. auris. Desde 2017, os laboratórios da Rede vêm analisando amostras suspeitas que são encaminhadas pelos estados.

No Brasil, não havia relato de nenhum caso de infecção por C. auris, mas nesta segunda-feira, 7 de dezembro, foi notificado à Anvisa o possível primeiro caso positivo em paciente internado em UTI adulto em hospital do estado da Bahia. Desta forma, no mesmo dia foi publicado o Alerta de Risco GVIMS/GGTES/Anvisa 01/2020.

O fungo foi identificado após análise pela técnica de MALDI-TOF pelo Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz – Lacen/BA e pelo Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – HCFMUSP. Já estão sendo realizadas as análises fenotípicas para verificar o perfil de sensibilidade do microrganismo. O Laboratório Especial de Micologia da Escola Paulista de Medicina (Lemi–Unifesp), que é o laboratório colaborador de referência para sequenciamento da Rede Nacional para identificação de C. auris em serviços de saúde, realizará o sequenciamento genético (padrão-ouro) do microrganismo.

Para acompanhar o caso e para prevenir a disseminação de C. auris no país, foi organizada uma força-tarefa nacional composta por representantes da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde – Suvisa Bahia, da Coordenação Estadual de Controle de Infecção Hospitalar (CECIH Bahia), do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde – Cievs (Nacional, Bahia e Salvador), da Secretaria de Estado de Saúde da Bahia, da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, além de representantes do Ministério da Saúde (CGLAB/SVS, Cievs nacional), do Lacen-BA, de laboratórios da rede nacional para identificação de C. auris e da Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde (GVIMS/GGTES) da Anvisa.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/identificacao-de-possivel-caso-de-candida-auris-no-brasil

https://www.ccih.med.br/candida-auris-mais-um-inimigo-que-chegou/

https://www.ccih.med.br/cdc-alerta-infeccao-por-candida-auris/

Ação de antissépticos e desinfetantes sobre Candida auris

Atualização da SBI sobre covid-19

A Sociedade Brasileira de Infectologia liberou um novo documento, com informações atualizadas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da COVID-19.

Fonte: https://infectologia.org.br/2020/12/09/atualizacoes-e-recomendacoes-sobre-a-covid-19/

OPAS e Cofen revelam as experiências reconhecidas pelo Laboratório de Inovação em Enfermagem

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) divulgaram nesta quarta-feira (9) a lista com as 16 experiências reconhecidas pelo Laboratório de Inovação em Enfermagem: “Valorizar e fortalecer a saúde universal”. A iniciativa, lançada em setembro de 2019, recebeu 329 inscrições de estados de todas as regiões do país que traçam um panorama das estratégias adotadas por profissionais de enfermagem no enfrentamento aos desafios do sistema de saúde.

O Laboratório de Inovação em Enfermagem mapeou, sistematizou e divulgou experiências inovadoras produzidas pela área de enfermagem – enfermeiras(os), técnicas(os) e auxiliares – no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em gestão de serviços, atenção à saúde, educação e formação profissional. Estão representados entre os trabalhos selecionados os estados do Amazonas, Alagoas, Fortaleza, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Confira a seguir:

O ano foi declarado para reconhecer o trabalho feito por enfermeiras, enfermeiros e obstetrizes em todo o mundo, bem como defender mais investimentos para esses profissionais e melhorar suas condições de trabalho, educação e desenvolvimento profissional.

Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/9-12-2020-opas-e-cofen-revelam-experiencias-reconhecidas-pelo-laboratorio-inovacao-em

OPAS pede aumento de capacidade hospitalar para lidar com aumento de casos de COVID-19

As Américas têm experimentado “os mais altos níveis de casos de COVID-19 desde o início da pandemia” e autoridades de saúde devem emitir orientações claras para proteger as comunidades, bem como aumentar a capacidade hospitalar em áreas afetadas, advertiu nesta quarta-feira (9) a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne.

Com mais de 753 mil mortes e mais de 28,5 milhões de casos notificados nas Américas, “os números e as tendências deixam claro que nossa região deve redobrar as medidas preventivas, especialmente na preparação para celebrações de fim de ano. Agora não é hora de relaxar”, disse Etienne em coletiva de imprensa.

Em alguns países, “precisamos mais uma vez de esforços coordenados para aumentar a capacidade dos hospitais nas áreas mais afetadas porque, quando os hospitais não podem acomodar todos os doentes, muitos morrerão à espera de atendimento”, ressaltou a diretora da OPAS.

Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/9-12-2020-opas-pede-aumento-capacidade-hospitalar-para-lidar-com-aumento-casos-covid-19 

Ministério da Saúde confirma primeiro caso de reinfecção por Covid-19

No último dia 9, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde recebeu um relatório do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo da Fiocruz/RJ – Laboratório de Referência Nacional para a Covid-19 no Brasil, – contendo os resultados laboratoriais de duas amostras clínicas de um caso suspeito de reinfecção da doença pelo coronavírus.

Conforme critérios estabelecidos na Nota Técnica Nº 52/2020-CGPNI/DEIDT/SVS/MS, esses resultados laboratoriais permitem confirmar o primeiro caso de reinfecção no Brasil.

O caso é de uma profissional da área da saúde, 37 anos, que reside em Natal/RN. Ela teve a doença em junho, se curou, e teve resultado positivo novamente em outubro – 116 dias depois do primeiro diagnóstico. As análises realizadas permitem confirmar a reinfecção pelo vírus SARS-CoV-2, após sequenciamento do genoma completo viral que identificou duas linhagens distintas.

As duas amostras foram enviadas ao Laboratório, onde houve a confirmação dos resultados via metodologia de RT-PCR em tempo real. No intervalo entre as duas amostras, foi realizada uma coleta em 8 de setembro de 2020, que apresentou resultado não detectável pela metodologia RT-PCR em tempo real, realizado no Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/ministerio-da-saude-confirma-primeiro-caso-de-reinfeccao-por-covid-19

CDC – Avaliação e considerações de manejo para neonatos em risco para COVID-19

Rotas de Transmissão

Acredita-se que a transmissão do SARS-CoV-2, o vírus que causa o COVID-19, aos neonatos ocorra principalmente por meio de gotículas respiratórias durante o período pós-natal, quando os neonatos são expostos a mães ou outros cuidadores com infecção por SARS-CoV-2. Relatos limitados na literatura levantaram a preocupação de possível transmissão intrauterina, intraparto ou periparto, mas a extensão e o significado clínico da transmissão vertical, que parece ser raro, não são claros. No momento, não há dados suficientes para fazer recomendações sobre o clampeamento tardio de rotina do cordão umbilical ou cuidados imediatos pele a pele com o objetivo de prevenir a transmissão da SARS-CoV-2 ao neonato.

Apresentação Clínica

Os sinais relatados entre neonatos com infecção por SARS-CoV-2 incluem febre, letargia, rinorréia, tosse, taquipnéia, aumento do esforço respiratório, vômitos, diarreia e má alimentação. Não está claro até que ponto a infecção por SARS-CoV-2 contribuiu para os sinais de infecção e complicações relatados, já que muitos desses achados são comuns em bebês nascidos a termo e prematuros por outras razões (por exemplo, taquipneia transitória do recém-nascido, síndrome da dificuldade respiratória neonatal)

A evidência atual sugere que as infecções por SARS-CoV-2 em neonatos são incomuns. Se os neonatos forem infectados, a maioria tem infecções assintomáticas ou doença leve (ou seja, não requerem suporte respiratório) e se recuperam. Foi relatada doença grave em neonatos, incluindo doença que requer ventilação mecânica, mas parece ser rara. Recém-nascidos com condições médicas subjacentes e bebês prematuros (<37 semanas de idade gestacional) podem ter maior risco de doença grave devido ao COVID-19.

Recomendações de teste

O teste é recomendado para todos os recém-nascidos de mães com suspeita ou confirmação de COVID-19, independentemente de haver sinais de infecção no recém-nascido. Para neonatos que apresentam sinais de infecção sugestivos de COVID-19, conforme descrito acima, os provedores também devem considerar diagnósticos alternativos.

  • Teste recomendado

O diagnóstico deve ser confirmado pelo teste de RNA do SARS-CoV-2 por reação em cadeia da polimerase de transcrição reversa (RT-PCR). A detecção do RNA do SARS-CoV-2 pode ser coletada usando amostras de nasofaringe, orofaringe ou esfregaço nasal.

O teste sorológico não é recomendado neste momento para diagnosticar infecção aguda em neonatos.

  • Quando testar

Tanto neonatos sintomáticos quanto assintomáticos nascidos de mães com suspeita ou confirmação de COVID-19, independentemente dos sintomas da mãe, devem ter o teste realizado por volta das 24 horas de idade. Se os resultados do teste inicial forem negativos ou não disponíveis, o teste deve ser repetido às 48 horas de idade.

Para neonatos assintomáticos com previsão de alta com <48 horas de idade, um único teste pode ser realizado antes da alta, entre 24-48 horas de idade.

  • Limitações e interpretação dos testes

O momento ideal de teste após o nascimento é desconhecido. O teste precoce pode levar a falsos positivos (por exemplo, se as narinas do neonato, nasofaringe e / ou orofaringe estão contaminadas por ARN do SARS-CoV-2 em fluidos maternos) ou falsos negativos (por exemplo, o RNA pode ainda não ser detectado imediatamente após a exposição após o nascimento).

Prevenção e controle de infecções

As taxas de infecção por SARS-CoV-2 em neonatos não parecem ser afetadas pelo tipo de parto, método de alimentação infantil ou contato com a mãe com suspeita ou confirmação de infecção por SARS-CoV-2. Todos os recém-nascidos de mães com suspeita ou confirmação de infecção devem ser considerados como tendo suspeita de infecção por SARS-CoV-2 quando os resultados dos testes não estiverem disponíveis.

Em geral, mães com infecção suspeita ou confirmada de SARS-CoV-2 e seus neonatos devem ser isolados de outras mães e neonatos saudáveis ​​e cuidados de acordo com as práticas recomendadas de prevenção e controle de infecção para atendimento de rotina de saúde. Se um recém-nascido não permanecer no quarto da mãe, as instalações devem considerar a capacidade e os recursos da instituição, bem como o risco potencial de transmissão de SARS-CoV-2 a outros neonatos de alto risco ao determinar onde o recém-nascido deve ser isolado.

O isolamento de bebês com infecção suspeita ou confirmada de SARS-CoV-2 em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) deve ser evitado, a menos que a condição clínica do recém-nascido justifique a admissão na UTIN. Localizar neonatos com infecção suspeita ou confirmada de SARS-CoV-2 em uma UTIN pode aumentar desnecessariamente o risco de exposição de outros bebês vulneráveis ​​e da equipe da UTIN ao SARS-CoV-2. Em alguns hospitais, uma UTIN pode ser o único ambiente adequado para o cuidado adequado de um recém-nascido isolado. Portanto, a determinação sobre o melhor posicionamento deve ser feita no nível institucional.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/hcp/caring-for-newborns.html

NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 10/2020 Práticas seguras para a prevenção de aspiração broncopulmonar em serviços de saúde

A ANVISA disponibilizou uma Nota Técnica a fim de disponibilizar orientações aos gestores, profissionais de saúde que atuam na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), no NSP e na assistência à saúde em geral, além daqueles que atuam no SNVS, para a instituição de medidas de prevenção de aspiração broncopulmonar em pacientes internados em serviços de saúde, além da definição de indicadores de monitoramento.

Link: (NOTA TECNICA BRONCOASPIRAÇÃO – 10-12-20)

Nota informativa da Anvisa sobre solicitação de vacina pelo governador do Piauí

Anvisa recebeu, por e-mail, o Ofício nº 159/2020/GG, de 10/12/2020, e por meio físico, o Ofício nº 18/2020, ambos de autoria do Sr. Governador do Estado do Piauí, José Wellington Barroso de Araújo Dias, em que também se qualifica como Presidente do Consórcio Nordeste, Coordenador da temática Estratégia para vacina contra Covid-19 e Coordenador do Fórum Nacional de Governadores, por meio dos quais solicita autorização excepcional e temporária de importação e distribuição, em todo o território nacional, da vacina BNT162b2 desenvolvida pela Pfizer, na forma e no prazo determinados pelo art. 3º, inciso II, alínea “a”, item 1, e § 7º, da Lei nº 13.979, de 2020, pelo tempo necessário ao deferimento do registro sanitário da vacina junto à ANVISA.

Os pedidos encontram-se sob análise técnica da Agência para resposta ao requerente.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/vacinas-nota-informativa-da-anvisa

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: [email protected] ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104



Ficou interessado? Veja nossos cursos MBA em CCIH, CME e EQS