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O estudo teve como principal objetivo examinar a relação entre a percepção de limpeza do quarto por pacientes e as taxas de infecção por C. difficile no estado de New York (EUA). Foi realizada uma análise regressiva de efeitos aleatórios comparando a porcentagem de pacientes que indicaram a limpeza do quarto como “sempre” e “as vezes/nunca” com as taxas de infecção por C. difficile das unidades.

Qual a justificativa do estudo?

Medidas de experiencia do paciente – como o resultado de formulários de avaliação do consumidor sobre as instalações e os provedores de cuidados a saúde – são cada vez mais usadas nas decisões de política de saúde. Contudo, não é claro se estes resultados refletem a qualidade dos cuidados, como as taxas de infecções adquiridas em hospitais (Hospital Acquired Infections – HAI)

Qual o objetivo do estudo?

O estudo teve como principal objetivo examinar a relação entre a percepção de limpeza do quarto por pacientes e as taxas de infecção por C. difficile no estado de New York (EUA).

Qual metodologia foi empregada?

Foi realizada uma análise regressiva de efeitos aleatórios comparando a porcentagem de pacientes que indicaram a limpeza do quarto como “sempre” e “as vezes/nunca” com as taxas de infecção por C. difficile das unidades. Foram analisados dados coletados de Janeiro de 2013 a Março de 2016 em 190 unidades de cuidados a saúde do estado de NY.

Quais os principais resultados?

Em linha com a hipótese inicial dos autores, os resultados apontam uma relação negativa entre a indicação de quartos “sempre” limpos e taxas de HAIs por C. difficile. Apesar disso, esse parâmetro não se mostrou suficientemente substancial como os tradicionais preditores – i.e. tempo médio de internação, tamanho da estrutura hospitalar, idade da população hospitalizada.

Quais as conclusões e recomendações finais?

Os autores ressaltam que nas últimas 2 décadas tem sido realizadas pesquisas relacionadas a satisfação do paciente; contudo, essas pesquisas são majoritariamente focadas em compreender os fatores que levam a satisfação do paciente, do que a entender se as classificações de satisfação refletem a qualidade dos cuidados a saúde da estrutura. A conclusão dos pesquisadores é que os achados sugerem que a percepção de limpeza microbiana por parte do paciente pode ajudar na prevenção de HAIs, mas pesquisas mais extensivas são necessárias.

Quais as limitações do estudo?

Os autores ressaltam diversas limitações. Primeiramente, a baixa taxa de resposta aos questionários de satisfação em geral; sendo que a inclinação a responder é maior para experiencias negativas. Além disso, foram analisados apenas dados do estado de New York e excluídas estruturas com dados incompletos. Outra limitação foi a impossibilidade de verificar a utilização de terapia antibiótica – que é um preditor importante para infecção por C. difficile.

Que críticas e observações?

O artigo parte de uma premissa interessante e investiga o valor científico dos dados em questão. Durante as últimas décadas tem-se observado um aumento exponencial da quantidade de dados coletados, porém nem sempre nos atentamos ao real valor dessas informações. Esse estudo é um bom ponto de partida para a compreensão do valor agregado que pode existir em informações que já são coletadas, mas nem sempre analisadas em modo mais aprofundado. Além disso, além da percepção dos clientes, outros indicadores podem ser utilizados para avaliação da qualidade da limpeza realizada e podem ser incorporados em estudos futuros sobre esta correlação, que parece ser interessante.

Fonte: Durante. “Can patinet-reported room cleanliness measures predict hospital-acquired C. difficile infection? A study of acute care facilities in New York state”. American Journal of Infection Control (49) 2021 p. 452-457

Sinopse por: Maria Julia Ricci

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