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Elaborado por Antonio Tadeu Fernandes
No dia 17 de setembro comemoramos o dia dos microrganismos e o dia mundial da segurança da segurança do paciente, este ano focado no parto seguro e respeitoso. Interessante observar que a epidemiologia une essas comemorações aparentemente contraditórias.

A primeira atitude visando segurança do paciente surgiu na maternidade de Viena, onde em 1847, Ignaz Semmelweis realizou uma investigação epidemiológica pioneira e comprovou a importância da higiene das mãos, para reduzir o excesso de mortalidade que ocorria na unidade que era atendida por médicos e estudantes de medicina, que vinham diretamente da sala de necrópsia examinar as gestantes, trazendo em suas mãos “partículas cadavéricas”. Apesar do sucesso da medida, ele não teve o reconhecimento merecido, morrendo em um hospital psiquiátrico, sem se conformar com a resistência de seus colegas a adotarem uma medida tão simples.

A segunda grande atitude para segurança dos pacientes veio de Florence Nigthingale, que avaliou epidemiologicamente o excesso de mortalidade entre os soldados ingleses no Lazareto de Scutari, que superava o próprio campo de batalha. Seus dados, bem consolidados em gráficos, ajudaram a vencer a barreira da cúpula militar do lazareto e estruturar uma enfermagem científica e reorganização dos setores de apoio, também controlando o problema, promovendo a segurança dos pacientes.

Mas no dia 17 de setembro também se comemora o dia dos microrganismos, pois foi nesta data que o tecelão holandês Leeuwenhoek apresentou à incrédula Sociedade Real de Medicina da Holanda, seu artigo que introduzia os micróbios no mundo científico. Ele tinha inventado o microscópio para observar detalhadamente a trama de seus tecidos. Uma gota de chuva caiu nas suas lentes e ele viu “partículas” que se moviam ativamente, as quais chamou de “insignificantes bestinhas”. Observou sua presença em quase tudo que analisava em seu microscópio, inclusive seu dente cariado, que havia sido extraído. Também notou que o calor, provocado por um chá quente, matava estes microrganismos. Porém levou muito tempo para que a medicina associasse esses microrganismos às doenças infecciosas, comprovação realizada por Pasteur e Koch muito tempo depois.

Vejam assim, como embora aparentemente díspares, as comemorações todas se juntam, sob o guarda-chuva da epidemiologia e da pesquisa bem conduzida. A segurança do paciente começa com uma investigação epidemiológica, que controlou um surto de infecção, provocada por microrganismos transmitidos pelas mãos, que matavam as parturientes e seus lactentes.

Os micróbios existem na natureza e até no nosso corpo, onde superam em 10 vezes as nossas próprias células. Quando em equilíbrio com nosso sistema imune são benéficos, como são também na natureza, apresentando um importante papel na reciclagem da matéria orgânica. O desequilíbrio provoca doenças, afeta o meio ambiente, por isso a OMS defende a saúde total: humana, animais e meio ambiente.

Para comemorar esta data repleta de coincidências, lançamos o curso MBA gestão da prática assistencial com foco na epidemiologia hospitalar, qualidade e segurança do paciente (MBAEQS), unindo sob a égide epidemiológica, todos os esforços que visam tornar o ambiente e nossas ações seguras para os pacientes, profissionais e de saúde, instituições e o próprio meio ambiente.

Assistam a live no nosso canal do Youtube (https://youtu.be/2jLVm1ImoNE) realizada na data e vejam em nosso site www.ccih.med.br mais informações sobre o curso.



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