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A proteção contra transmissão aérea fornecida por máscaras em comparação a face shields – ou em combinação com esse dispositivo – ao falar em ambientes internos ainda não é compreendida bem. O principal objetivo foi comparar e contrastar a proteção provida por máscaras vs face shields.

Qual a justificativa do estudo?

Diversos estudam demonstraram que a utilização adequada de máscaras cirúrgicas é capaz de prevenir infecções. Contudo, a proteção contra transmissão aérea fornecida por máscaras em comparação a face shields – ou em combinação com esse dispositivo – ao falar em ambientes internos ainda não é compreendida bem.

Qual o objetivo do estudo?

Os pesquisadores realizaram experimentos em um ambiente simulado para comparar a utilização de máscaras e face shields em diferentes situações para melhor compreender o papel protetivo desenvolvido por cada um. O principal objetivo foi comparar e contrastar a proteção provida por máscaras vs face shields.

Qual metodologia foi empregada?

Foi utilizada uma abordagem microbiológica para simular os diferentes cenários de risco em que uma pessoa infectada fala com uma pessoa saudável. Os experimentos incluíram posição sem proteção (controle) e posição com medidas preventivas incluindo a utilização de máscara cirúrgicas e/ou face shields em diferentes distancias.

Foi empregado um simulador de fonte humana, isto é, um sistema gerador de contaminação aérea construído utilizando uma suspensão bacteriana em um nebulizador conectado a um cilindro de oxigênio e um ventilador conectado ao nebulizador criou a contaminação. Os contaminantes foram detectados usando placas de ágar de sangue posicionadas entre 0,1524 e 1,8288 metros da fonte, simulando o individuo exposto. O estudo foi realizado sob condições controladas em uma cabine Biosafety selada equipada com filtro HEPA e luz UV.

Quais os principais resultados?

Quando os escudos de rosto eram usados ​​sozinhos, um número significativo de colônias bacterianas cresceu em placas de ágar de sangue. Quando uma máscara usada sozinha para os objetos (fonte e exposta), o ágar de sangue produzia unidades de formação de colônias mínimas em ambas as distâncias. Quando escudos de rosto foram usados ​​em combinação com máscaras, nenhuma melhora significativa não pode ser observada em comparação com as máscaras sozinhas.

A utilização de face shields sozinhos resultou em um número significativo de colônias bacterianas que cresceram nas placas de ágar de sangue. Já quando a máscara foi utilizada sozinha foi observada produção de colônias reduzida em ambas as distancias. A utilização de face shields em combinação com máscaras não demonstrou melhora significativa em comparação as máscaras sozinhas.

Quais as conclusões e recomendações finais?

Os resultados encontrados pelos autores foram congruentes ao de outros estudos relacionados ao tema. As máscaras cirúrgicas sozinhas fornecem boa proteção, notoriamente superando a proteção fornecida por face shields sozinhos. Apesar dos face shields apresentarem algumas vantagens de utilização, como prevenir o toque da face e prolongar a vida útil da máscara quando utilizados juntamente, ele não é efetivo na prevenção da transmissão de aerossóis gerados pelo nebulizador.

Os resultados reforçam que a utilização de máscara cirúrgica é uma intervenção efetiva, provendo proteção contra aerossóis.

Quais as limitações do estudo?

Os autores ressaltam algumas limitações. A primeira é que foi uma simulação sem humanos envolvidos, de forma que não foi simulada a inalação/inspiração. A segunda foi que o modelo testou a disseminação de uma bactéria em solução nebulizada, e não de vírus. Por último, as máscaras cirúrgicas foram o único tipo de máscara utilizado o que pode representar uma limitação já que a máscara mais amplamente utilizadas pela população são máscaras de tecido e não possuem uma padronização.

Que críticas e observações?

O estudo apresenta uma metodologia bastante simples, resultados bem expressivos e cumpre seus objetivos. Observando as fotos das culturas bacterianas fica evidente a importância da utilização correta da máscara cirúrgica para a prevenção de infecções.

É importante lembrar que o proposito do estudo foi de analisar situação de fala entre um indivíduo saudável e um infectado. Sendo assim, não podemos generalizar esses resultados para situações de atendimento clínico ou procedimentos com geração de aerossóis.

Fonte: Salimnia H, Meyer MP, Mitchell R, Fairfax MR, Gundel A, Guru N, Chopra T. A laboratory model demonstrating the protective effects of surgical masks, face shields, and a combination of both in a speaking simulation. Am J Infect Control. 2021 Apr;49(4):409-415.

Sinopse por: Maria Julia Ricci

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