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O estudo é uma descrição de dois casos de pacientes com Candida auris, no qual é apresentado as dificuldades quanto ao manejo e tratamento, com base nas recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos da América.

10 Pontos importantes, sobre a Candida auris e sobre os dois casos, descritos no estudo:

  • A primeira vez que foi descrito sobre Candida auris foi em 2009 e esse microrganismo também é conhecido como “super fungo”;
  • Esse fungo tem uma elevada proteção para se tornar multirresistente e alto risco de transmissibilidade devido a formação de biofilme;
  • O primeiro grande surto relatado ocorreu em um hospital em Londres, com 50 casos em um período de 16 meses, com fim no ano de 2016;
  • Em 2018, mais de 94 hospitais, na África do Sul, identificaram o fungo, sendo esse responsável por 10% das infecções de corrente sanguínea (ICS);
  • Também em 2018, na Espanha, um hospital notificou 41 ICS, com mortalidade de 40% dos pacientes;
  • O caso 1 descrito ocorreu em 2017, após um procedimento eletivo ocorrido na Índia e o fungo foi encontrado na urina;
  • O caso 2, ocorreu em 2018, em um centro de cuidados intensivos de longa duração, o microrganismo foi identificado através de cultura de vigilância na axila e virilha, drenagem de lesões de pele, urina e aspirado traqueal;
  • Ambos os casos ocorreram em pacientes mulheres, com idade entre 55 e 60 anos; nos dois casos houve diagnóstico de doença de origem cerebral. No primeiro caso durante o tratamento foi diagnosticada com um acidente vascular cerebral hemorrágico e no segundo caso é relatado lesão cerebral por anoxia, não sendo claro na descrição, se essa lesão foi diagnosticada previamente ou aguda.
  • A tecnologia utilizada para identificar os fungos foi MALDI-TOF;
  • Além da identificação da Candida auris, nos dois casos, outros microrganismos foram identificados, como: Enterobacteriaceae e Pseudomonas aeruginosa ambas as produtoras de carbapenemase e os tratamentos de escolha foram múltiplos antibióticos de amplo espectro e micafungina.

Recomendações do CDC adotadas para evitar contaminação cruzada dentro da instituição

Durante a internação, alguns cuidados foram definidos, como: por todo tempo de internação, as pacientes ficaram em quartos privativos, com precaução de contato instituída; disponibilização de insumos (avental e luvas) de fácil acesso ;e orientação para higienização das mãos adequada. Além de, coorte de profissionais da saúde, para atendimento assistencial e de equipamentos. Quanto a limpeza ambiental, intensificação do processo, com e cloro e após limpeza, com peróxido de hidrogênio ou UV.

Outros cuidados empregados para mitigar a o risco de contaminação cruzada pós alta

Após alta das pacientes, foram realizados alguns procedimentos para evitar a contaminação cruzada, sendo eles: o descarte dos medicamentos e materiais de enfermagem, desinfecção dos equipamentos com vapor de peróxido de hidrogênio por duas vezes.

Também foram realizadas cultivadas após a limpeza terminal do ambiente, e todas as culturas tiveram resultado negativo.

Outro cuidado realizado foi a identificação de todas as espécies de Candida isoladas de pacientes nas mesmas unidades durante a internação e até um mês após a alta, não sendo identificado outros casos de Candida auris.

Fragilidades do estudo:

– Descrição mais detalhada sobre os casos, como por exemplo tempo de internação das pacientes e desfecho dos casos;

– Detalhamento referente aos métodos e técnicas utilizados para orientar e incentivar profissionais a seguirem as recomendações de precaução.

Fonte: Reimer-McAtee M, et al. Successful implementation of the CDC recommendations during the care of 2 patients with Candida auris in in-patient rehabilitation and intensive care settings. American Journal of Infection Control, 49 (2021) 525 – 525.

Sinopse por: Cíntia A. Laurindo da Silva

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/c%C3%ADntia-laurindo-da-silva-4254bb136/

 



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