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Durante as últimas duas décadas vivenciamos uma tendencia crescente de viroses de origem zoonótica que se mutam e infectam o ser humano, incluindo a mais recente síndrome respiratória aguda grave SARS-CoV-2. Há uma escassez de consideração de respiradores reutilizáveis, incluindo respiradores purificadores de ar (APR) ou respiradores purificadores de ar elétricos/alimentados (PAPRs). O objetivo foi revisar a base de evidências para o uso de PAPRs na proteção de profissionais de saúde durante a atual pandemia.

Qual a justificativa do estudo?

Componente respiratório do programa de doenças infecciosas contra a SARS-Cov-2 incorpora o uso de equipamentos respiratórios aéreos protetores.

Durante as últimas duas décadas vivenciamos uma tendencia crescente de viroses de origem zoonótica que se mutam e infectam o ser humano, incluindo a mais recente síndrome respiratória aguda grave SARS-CoV-2.

Há uma escassez de consideração de respiradores reutilizáveis, incluindo respiradores purificadores de ar (APR) ou respiradores purificadores de ar elétricos/alimentados (PAPRs). Os PAPRs são respiradores que protegem o usuário filtrando os contaminantes do ar e que utilizam um soprador operado por bateria para fornecer ar limpo ao usuário por meio de uma respirador bem ajustado, um capuz largo ou um capacete. Este processo cria um fluxo de ar que fornece um fator de proteção atribuído mais alto do que a meia peça facial purificadora de ar elastomérica reutilizável (meia máscara) ou N95.

Apesar de grande parte dos programas de prevenção a doenças infecciosas incorporar o uso de equipamentos respiratório aéreos protetores, ainda não é claro o valor dos PAPRs.

Qual o objetivo do estudo?

O objetivo dos autores foi avaliar criticamente as recomendações internacionais e os padrões geográficos de uso de PAPRs durante o manejo de pacientes na atual pandemia de SARS-CoV-2. O objetivo foi revisar a base de evidências para o uso de PAPRs na proteção de profissionais de saúde durante a atual pandemia.

Qual metodologia foi empregada?

Nesta revisão narrativa, exploramos evidências das características de respiradores purificadores de ar movimentados (PAPR), bem como vantagens, desvantagens e logísticas envolvidas.

Quais os principais resultados?

Os autores relatam que os achados de estudos de simulação suportam o aumento da tolerância térmica e o conforto do usuário; contudo, há também diminuição da capacidade de comunicação, mobilidade e destreza.

Embora algumas agencias recomendem os PAPRs para procedimento de alto risco em pacientes suspeitos ou confirmados de COVID-19, esta recomendação permanece controversa devido à falta de evidências.

Diretrizes para o uso apropriado de PAPRs durante a atual pandemia são esparsos. Órgãos reguladores internacionais não recomendam o uso de PAPRs durante procedimentos geradores de aerossóis em pacientes/suspeitos de COVID-19. Até o momento, relatórios atuais de escolha de tecnologia protetiva respiratória são dispares e padrões de uso parecem estar relacionados a localização geográfica.

Quais as conclusões e recomendações finais?

Estudos observacionais de campo não indicam diferença na infecção pelo trabalhador de saúde utilizando dispositivos PAPR versus outros equipamentos respiratórios compatíveis em trabalhadores de saúde realizando AGPs em pacientes com SARS Cov-2. Se um maior fator de filtração PAPR se traduz em diminuição das taxas de infecção de HCWs continua a ser elucidada. A utilização de PAPR com alta eficiência de filtração pode representar um exemplo de “princípio de precaução”, em que a ação tomada para reduzir o risco é guiada por vantagens logísticas do sistema PAPR.

A conclusão é que estudos observacionais de campo não indicam diferença nas taxas de infecção de profissionais de saúde que utilizaram PAPR vs outros equipamentos respiratórios compatíveis durante a realização de procedimentos geradores de aerossóis em pacientes com SARS-CoV-2.

Ainda deve-se elucidar se, de fato, o maior fator de filtração dos PAPRs se traduz em uma diminuída taxa de infecção de profissionais de saúde. No momento a utilização de PAPR com alta frequência de filtração pode ser considerada como “princípio de precaução”, ou seja, uma ação tomada para reduzir o risco e guiada por vantagens logísticas do sistema.

Quais as limitações do estudo?

Os autores não citam nenhuma limitação especifica relacionada a revisão narrativa. Ressaltam, porém, a escassez de estudos sobre o tema no período de interesse.

Que críticas e observações?

O estudo cumpre integralmente a proposta de fazer uma análise crítica das evidências existentes sobre o uso de PAPRs no contexto da pandemia de COVID-19. Os autores realizaram um trabalho extremamente bem planejado e executado. O artigo discute de forma notável as evidências existentes.

Fonte: Licina A, Silvers A. Use of powered air-purifying respirator(PAPR) as part of protective equipment against SARS-CoV-2-a narrative review and critical appraisal of evidence. Am J Infect Control. 2021 Apr;49(4):492-499

Sinopse por: Maria Julia Ricci

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