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Vacinação contra COVID comprova auxílio na redução de mortalidade de idosos em Israel

Em dezembro de 2020, os serviços de saúde israelenses realizaram um dos mais rápidos lançamentos das vacinas para combate a COVID-19 que qualquer outro país, com a administração de vacinas da Pfizer-BioNTech COVID-19 BNT162b2 para a população.  Durante a companha de vacinação várias outras cepas altamente transmissíveis entraram no país impedindo que se chegasse a uma imunidade de rebanho. Contudo, algumas evidências sugerem que a vacinação dos idosos permitiu uma redução das mortes, o que ainda não está claro, se de fato o efeito da vacinação sobre esse grupo populacional permitiu uma mortalidade menor.   

Vacina COVID salva vidas?

O estudo é relevante pois, após o governo atingir uma taxa de 90% da população idosa vacinada e o rigor imposto à toda a população sobre a necessidade de isolamento ser flexibilizada, observou-se, ainda assim, uma redução nas mortes. Levando aos especialistas a acreditar que, a vacinação deste grupo populacional acarretou em uma proteção imunológica. 

Qual foi principal objetivo do estudo?

O objetivo do estudo foi estimar o número total de mortes por Covid-19 evitadas devido à campanha de vacinação em massa na população idosa israelense.

Como o estudo sobre a eficácia da vacina foi elaborado?

Foram examinadas as mortes ocorridas, no período em que 90% da população acima dos 70 anos foi vacinada até a chegada da variante Delta, isto representa um período de 104 dias, sendo de 15 de março a 26 de junho de 2021 (inclusive). Os dados foram coletados de bancos de dados elaborados e alimentados pelo Ministério da Saúde de Israel.

Afinal, o estudo comprovou a eficácia da vacina?

Durante o período de coleta dos dados (de 14 de março a 26 de junho de 2021) foram registradas 370 mortes em idosos e 930 mortes na população geral (ou seja, em todas as idades), esperava-se para esse período, caso não tivesse ocorrido a vacinação e as medidas de isolamento impostas pelo governo, um número de 5.120 mortes.

Assim, após a análise dos dados pode-se observar que a taxa de óbitos entre os idosos foi de 61% do total das mortes que aconteceram antes da vacinação em massa desta população, ou seja, antes do período de estudo. Enquanto, durante o período do estudo, o percentual de óbitos neste grupo foi de 40%. 

Quais as conclusões e recomendações do estudo?

A vacinação em Israel provou ser uma ferramenta satisfatória no controle da mortalidade pelo vírus da COVID-19 em idosos. As descobertas realizadas por este estudo, demonstram que deve haver esforços mundiais dos governos para incentivar a vacinação da população, em especial na população idosa. 

Mas, este estudo tem limitações?

Os autores trazem como limitação do estudo, a questão da pesquisa ter sido baseada, apenas, na população idosa, contudo, ao nosso ver, não se trata de uma limitação visto o estudo ter como objetivo estudar especificamente esta população. O período curto do estudo, de fato trata-se de uma limitação e uma dificuldade em estabelecer conexões do tipo causa e efeito. A ocorrência da variante Delta pode ter interferido negativamente nos dados, mesmo que, após o conhecimento desta, o estudo tenha sido interrompido. Além destes, calcular o número de vidas salvas por qualquer tipo de vacina, trata-se de um desafio. 

Nossas críticas e observações finais

Estudo observacional, com viés relacionado ao surgimento da variante Delta que pode ter tido influência sobre os dados coletados e demonstrado uma eficácia da vacina menor.

Elaborado por: Thalita Gomes do Carmo

https://www.instagram.com/profa.thalita_carmo/

Fonte: Arbel R, Moore CM, Sergienko R, Pliskin J. How many lives do COVID vaccines save? Evidence from Israel. Am J Infect Control. 2022 Mar;50(3):258-261.

Link: https://www.ajicjournal.org/article/S0196-6553(21)00856-7/fulltext

Palavras chaves / TAGs: vacina COVID, Pfizer, BioNtech, Covid-19, evidências, idosos, vacinação, mortalidade, eficácia



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