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A obtenção dos dados para a metodologia NHSN sobre procedimentos invasivos é realizada por visitas aos setores. Este estudo comparou os resultados com uma vigilância eletrônica.

Qual a justificativa do estudo?

O National Healthcare Safety Network (NHSN) e os Centros de Serviço do Medicare e do Medicaid (CMS) analisam as taxas de infecção da corrente sanguínea associada à cateter central (Central Line Associated Bloodstream Infections – CLABSIs) e infecções do trato urinário associadas a utilização de cateter urinário (Catheter Associated Urirnary Tract Infections – CAUTIs) para melhorar a qualidade e realizar comparações entre os diferentes hospitais.

A coleta manual de dados é notavelmente desconfiável e a utilização de um gold standard para validação é problemático. O registro de dados (data entry) e erros no processo de anotação (charting errors) podem ocorrer no registro manual assim como erros de logica eletrônica podem acontecer com os sistemas eletrônicos (Eletronic Health Record – EHR).

Qual o objetivo do estudo?

O estudo teve como objetivo principal compreender – a partir dos dados de um processo de validação de um novo sistema de EHR de 3 meses – se houve um ponto anterior no período de validação que permitiria concluir a suficiente acurácia do novo sistema; de modo que a validação manual continua não fosse mais necessária.

Qual metodologia foi empregada?

A validação do sistema consiste em uma comparação entre os dados coletados pelos dois métodos a cada dia no mesmo horário sobre: a quantidade total de pacientes presentes, quantos pacientes possuem pelo menos uma linha central, e quantos pacientes possuem pelo menos um cateter urinário.

Foram coletados simultaneamente as contagens eletrônicas e manuais e as discrepâncias comparadas para determinar a fonte. Se a entrada de dados manual estivesse incorreta as contagens manuais eram classificadas como imprecisas; se os dados eletrônicos estivessem incorretos atribuía-se os erros aos sistemas. Após a coleta os dados foram comparados utilizando métodos estatísticos padrão.

Quais os principais resultados?

Durante a validação inicial de 3 meses foram seguidos 13.911 dias de internação, 2.422 dias de linha central e 2.265 dias de cateter urinário, em 15 unidades diferentes. Foram identificadas 406 discrepâncias (2.2%) durante todo o período de estudo. Destas, 62 (15.3%) foram classificadas como atribuídas ao sistema e 344 (84.7%) a contagens manuais imprecisas.

50% dos erros do sistema ocorreram nos primeiros 10 dias, chegando a um total de 66% nos primeiros 30 dias de estudo e sem erros após o 72º dia. Estatisticamente, os erros do sistema eletrônico foram significantes apenas nos primeiros 30 dias.

Quais as conclusões e recomendações finais?

Os autores sugerem que o período de validação para a implementação de EHR pode ser mais curto do que os 90 dias atualmente obrigatórios pelos critérios de segurança nacionais dos EUA. Como alternativa é proposto um período de avaliação diário até o momento em que os dados eletrônicos dentro dos 5% almejados por pelo menos 5 dias. Eles defendem que um período de validação mais curto pode gerar economias substanciais e alcançar a mesma validade.

Quais as limitações do estudo?

Os autores não citam nenhuma limitação.

Que críticas e observações?

Com a constante atualização das tecnologias de saúde é importante sempre validar com cautela a real acurácia e valor agregado destes dispositivos/sistemas. A utilização na prática clínica de tais ferramentas deve estar sempre atrelada a uma validação eficaz para compreender os potenciais e limitações intrínsecos a esses sistemas e a diferença com as metodologias de trabalho manuais.

Os autores realizaram um estudo e uma discussão de dados muito interessante, sem demonstrar um viés prévio pendendo para nenhum dos dois lados. Essa abordagem indiferente permitiu encontrar uma possível solução viável para redução de custos do processo de validação do sistema sem comprometer ou “apressar” o processo. A sugestão final de realizar uma validação sem amarras de tempo precisas possibilita a realização de um processo muito mais eficiente a nível econômico sem abaixar os standards de qualidade.

Fonte: Stone EC, Miller V, Shedenhelm HJ, Hellinger WC, O’Horo JC. The validity of validation: A practical assessment. Infect Control Hosp Epidemiol. 2020 Apr;41(4):400-403.

Sinopse por: Maria Julia Ricci

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