O que Muda no Controle de Infecção e Segurança com o Novo Manual ONA? Descubra Agora!
Resumo do Vídeo
O vídeo consiste em uma transmissão ao vivo do programa “Superação”, promovido pelo Instituto CCIH, e conta com a participação dos professores Tadeu e Cassiana, além da convidada especial Flávia Miranda, enfermeira com vasta experiência em auditoria e avaliação do sistema ONA. O debate central gira em torno do lançamento do novo manual da ONA (vigência 2026-2029) e suas profundas implicações estruturais e práticas nas instituições de saúde, com ênfase no controle de infecções hospitalares e na segurança do paciente.
A convidada explica que o novo manual representa uma verdadeira mudança de paradigma, abandonando a visão puramente voltada para conformidade de documentos e setores isolados para focar ativamente na jornada integrada do paciente e na maturidade institucional. Entre as grandes novidades estruturais, destacam-se a incorporação obrigatória das práticas de ESG (sustentabilidade ambiental, social e governança), a inclusão de novos serviços elegíveis para acreditação (como clínicas de vacinação e saúde mental) e o fortalecimento do uso de tecnologia e dados em tempo real para transformar desfechos clínicos.
Por fim, os participantes discutem a importância crucial de romper com o isolamento dos setores e engajar a alta liderança e os profissionais da ponta. Flávia ressalta que o papel da CCIH e do Núcleo de Segurança do Paciente deve migrar de uma atuação meramente reativa, que apenas computa taxas e preenche planilhas no final do mês, para se tornar uma assessoria altamente estratégica e consultiva, capaz de capacitar líderes informais na rotina diária e conduzir ciclos de melhoria contínua (PDSA) integrados.
FAQ — Novo Manual da ONA (OPSS 2026): O que muda?
1. O que é o Manual OPSS da ONA?
É o Manual Brasileiro de Acreditação das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (OPSS), publicado pela Organização Nacional de Acreditação, que estabelece os padrões avaliados nos processos de acreditação hospitalar e de serviços de saúde no Brasil. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
2. Qual é a versão atual do Manual da ONA?
A versão vigente é o Manual SBA/OPSS 2026, com validade de quatro anos (ciclo 2026–2030), substituindo a versão anterior 2022/2025. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
3. Como o novo manual está estruturado?
Mantém quatro seções principais: Gestão Organizacional; Atenção ao Paciente (Jornada do Paciente); Diagnóstico e Terapêutica; e Gestão de Apoio. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
4. Qual é a maior novidade conceitual do Manual 2026?
A adoção da Jornada do Paciente como eixo central, colocando a experiência do paciente no centro da avaliação dos requisitos. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
5. Quais são as fases da Jornada do Paciente?
São seis fases: conscientização da necessidade; busca e agendamento; chegada e acolhimento; atendimento e diagnóstico; tratamento e procedimentos; e continuidade do cuidado. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
6. O que são requisitos transversais e específicos?
Os requisitos transversais permeiam toda a jornada do paciente (protocolos de segurança, comunicação, infraestrutura, competências, manutenção), enquanto os específicos atuam em pontos pontuais do cuidado. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
7. Como ficaram os níveis de acreditação?
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Nível 1 — Padrões de Qualidade e Segurança (estruturar, planejar, implementar)
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Nível 2 — Planejamento e Organização (gestão integrada, monitorar, analisar)
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Nível 3 — Cultura Organizacional de Melhoria Contínua (ciclo de melhoria e efetividade). Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
8. Quais percentuais são exigidos para cada nível?
Para o Nível 3 (Acreditado com Excelência) exigem-se ≥90% em qualidade e segurança, ≥80% em gestão integrada e ≥80% em excelência em gestão, sempre considerando todas as áreas avaliadas. Fonte: CCIH+ — O que é avaliado na ONA.
9. Como funciona a pontuação dos requisitos?
Cada requisito recebe pontuação Supera (1,2), Conforme (1,0) ou Parcial Conforme (0,5), conforme a performance institucional. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
10. Quais são as dimensões da qualidade no manual?
Eficiência, Efetividade, Oportunidade, Segurança, Equidade (Igualitária) e Centrada no Paciente. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
11. O que muda para a CCIH e o controle de infecção?
A CCIH passa a ser avaliada de forma transversal ao longo de toda a jornada do paciente, com integração obrigatória aos processos de segurança do paciente, governança clínica e alta confiabilidade. Fonte: CCIH+ — Live no YouTube.
12. Como o manual dialoga com as normas da Anvisa e o PNPCIRAS?
A acreditação ONA reforça o cumprimento de diretrizes da Anvisa (RDC) e do PNPCIRAS 2026–2030, especialmente nas IRAS e segurança do paciente. Fonte: CCIH+ — Novas normas da Anvisa.
13. Há aspectos de ESG no novo manual?
Sim. A Seção 1 incorpora subseções voltadas a aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG), reforçando responsabilidade socioambiental. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
14. Quais novos perfis de organização passaram a ser elegíveis?
Anatomia patológica, atenção primária, atendimento pré-hospitalar e transporte inter-hospitalar, telemedicina e serviços odontológicos. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
15. O que são requisitos CORE?
São requisitos essenciais (críticos) que precisam ser atendidos obrigatoriamente, independentemente do perfil avaliado, garantindo padrões mínimos de qualidade e segurança. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
16. Como a higiene das mãos se insere na avaliação ONA?
A adesão à higiene das mãos é requisito transversal de segurança do paciente, alinhado ao novo Manual de Higiene das Mãos da Anvisa. Fonte: CCIH+ — Manual de Higiene.
17. O que é autoavaliação no processo ONA?
É a etapa em que a organização avalia seu próprio nível de conformidade antes da auditoria externa, funcionando como auditoria interna prévia. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
18. Quais fundamentos de gestão foram incorporados?
Governança clínica, integralidade e continuidade do cuidado e alta confiabilidade, entre outros. Fonte: https://www.youtube.com/live/3gd2nc1c3RM
19. Como se preparar para a acreditação no novo modelo?
Recomenda-se mapear a jornada do paciente, fortalecer a governança clínica, integrar CCIH e Núcleo de Segurança do Paciente, capacitar lideranças e adotar indicadores transversais. Fonte: CCIH+ — Avaliação ONA.
20. Onde assistir à live e aprofundar o tema?
A live “Novo Manual da ONA: o que muda” está disponível no canal do Instituto CCIH+, com discussão sobre impactos para CCIH e segurança do paciente. Fonte: YouTube — Novo Manual da ONA e artigo original no CCIH+.
Minutagem Completa do Vídeo
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[00:32] – Abertura do programa, introdução pelos professores Cassiana e Tadeu e avisos institucionais sobre a jornada imersiva e o aplicativo Infectap.
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[03:20] – Apresentação oficial da convidada Flávia Miranda e introdução ao tema central: qualidade, certificação e o novo manual da ONA.
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[06:02] – Início da apresentação de Flávia Miranda e reflexões iniciais sobre o impacto psicológico e a necessidade de adaptação coletiva frente às mudanças de manuais.
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[10:22] – Apresentação da agenda da live contendo os tópicos principais: mudanças estruturais, impactos na CCIH, segurança do paciente e estratégias práticas.
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[12:20] – Visão geral sobre as quatro sessões do manual e as mudanças específicas de alocação dos setores de farmácia e nutrição (assistencial versus produção).
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[14:45] – Explanação detalhada sobre os quatro pilares de transformação do manual: adoção de práticas ESG, centralidade na jornada do paciente, novos serviços acreditáveis e maturidade digital/tecnológica.
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[20:06] – Análise dos impactos diretos do novo manual na atuação estratégica do Serviço de Controle de Infecção (CCIH).
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[21:11] – Discussão sobre o papel consultivo da CCIH e a necessidade de assessoria técnica ativa em obras, reformas, higienização, saneantes e controle de qualidade da água e do ar.
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[28:00] – A importância da vigilância epidemiológica ativa, da investigação conjunta de eventos adversos e do alinhamento com a saúde ocupacional para conter surtos.
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[30:59] – O papel do controle de infecção no planejamento anual de metas, programas de higienização das mãos e gerenciamento do uso racional de antimicrobianos.
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[34:56] – Explicação sobre a integração da Segurança do Paciente como eixo central na jornada assistencial, destacando os três pilares integrados de cuidado oportuno, análise justa de causas sistêmicas e riscos transversais.
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[39:58] – Orientações práticas para as instituições se prepararem para o novo ciclo, focando no mapeamento das linhas de cuidado (ex: AVC), mentalidade ESG aplicada a resíduos e uso de dados em tempo real.
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[47:24] – O papel educador da CCIH na capacitação de líderes e multiplicadores formais e informais nas equipes de ponta.
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[50:20] – Utilização e simulação dos ciclos de PDSA (Melhoria Contínua) em tempo real a partir de problemas práticos, valorizando a maturidade institucional que aprende com os erros.
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[53:49] – Considerações finais da apresentação de Flávia Miranda sobre unificar forças de forma estratégica e exibição dos contatos e redes sociais da palestrante.
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[54:48] – Comentários da professora Cassiana reforçando os conceitos de maturidade e mentalidade, e a visão da certificação como motor de evolução do sistema de saúde.
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[59:01] – Intervenção do professor Tadeu questionando sobre a documentação de atividades e propondo a transição de um modelo meramente quantitativo/reativo para um modelo qualitativo/proativo focado no comportamento humano.
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[01:01:12] – Resposta de Flávia sobre o novo paradigma de governança clínica, deshospitalização segura e otimização de leitos sob a ótica da proatividade.
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[01:04:07] – Debate expandido entre Cassiana e Flávia abordando a integração de núcleos de regulação, rounds multidisciplinares e o protagonismo essencial das equipes.
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[01:08:00] – Espaço para perguntas do público: discussão sobre o desafio e as vantagens de profissionais que acumulam as funções de CCIH e segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde (APS) ou instituições menores.
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[01:12:03] – Debate sobre a quebra do individualismo na área da saúde e estratégias da alta liderança para promover uma mudança real na cultura institucional.
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[01:20:59] – Reflexões finais do professor Tadeu baseadas em antropologia sobre fatores internos e externos que impulsionam a transformação cultural nas organizações acreditadas.
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[01:23:23] – Encerramento da transmissão, agradecimentos finais à palestrante e novos convites para os próximos eventos e e-books do Instituto CCIH.
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Avaliação dos alunos:
Esta atividade recebeu NPS de excelência de 98,5%, refletindo o alto nível de satisfação dos participantes com o conteúdo da aula.
Autora
Karine Oliveira
Enfermeira | Gerente Educacional do Instituto CCIH+
Especialista em Gestão em Saúde e Controle de Infecção | Qualidade e Segurança do Paciente
Mestranda em Enfermagem com foco em Gerenciamento de Incidentes e Eventos Adversos
Presidente da AGIH (Associação Gaúcha de Profissionais em Controle de Infecção) – Gestão 2025–2027
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