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Um cuidado seguro aos pacientes deve ser o objetivo de todas instituições e profissionais de saúde, mas existem várias adversidades associadas e um Núcleo de Segurança do Paciente deve ser implantado para prevenir e controlar essas adversidades. Este artigo aborda sinteticamente este tema, observando os seguintes aspectos:

  1. O que é segurança do paciente
  2. Qual é a frequência de incidentes nos serviços de saúde?
  3. Como o Brasil se estrutura para a Segurança do Paciente?
  4. Quais são as metas internacionais da segurança do paciente?
  5. Que estratégias utilizamos para implantar a segurança do paciente?
  6. Qual a importância de implantarmos uma cultura de segurança do paciente?
  7. Como gerenciamos a segurança do paciente numa instituição?
  8. Quais as principais interfaces da segurança do paciente com programas de qualidade e acreditação?
  9. Qual a importância da epidemiologia para a segurança do paciente?

ARTIGO SEGURANÇA DO PACIENTE CCIH MBA

O que é segurança do paciente?

 Segurança do paciente é um conjunto de medidas para prevenir e reduzir a ocorrência de incidentes nos serviços de saúde – eventos ou circunstâncias que poderiam resultar ou que resultaram em dano desnecessário para o paciente.

Qual a frequência de incidentes nos serviços de saúde?

Na virada do século XX para o XXI o Institute of Medicine publicou o “Errar é humano: construindo segurança no sistema se saúde”, no qual os autores calcularam que a cada ano faleciam de 44 mil a 98 mil cidadãos norte-americanos devido problemas relacionados aos serviços de saúde. Segundo estes autores, os profissionais de saúde não querem intencionalmente prejudicar seus pacientes, mas trabalhavam num sistema caótico, que não tinha a segurança como prioridade.

Como o Brasil se estrutura para a segurança do paciente?

No dia 1º de abril comemoramos o Dia Nacional da Segurança do Paciente, data em que o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi lançado, em 2013.

A data tem como objetivo conscientizar profissionais de saúde, gestores, órgãos governamentais, pacientes e sociedade sobre a importância da adoção de práticas de segurança dentro dos serviços de saúde.

De acordo com a RDC nº 36 de 25 de julho de 2013, todos os serviços de saúde brasileiros (exceto consultórios individualizados, laboratórios clínicos e os serviços móveis e de atenção domiciliar) devem constituir o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), instância do serviço de saúde responsável por promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente.

Quais são as metas internacionais da segurança do paciente?

Para atingirmos esse objetivo, usamos como base as orientações de implementação das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, que são 6:

  1. Identificar corretamente o paciente;
  2. Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde;
  3. Melhorar a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos;
  4. Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e pacientes corretos;
  5. Reduzir o risco de infecções associadas a cuidados de saúde;
  6. Reduzir o risco de queda e Lesões por pressão (algumas instituições trabalham essas duas metas em separado, totalizando 7 Metas).

Que estratégias utilizamos para implantar a segurança do paciente?

É claro que não trabalhamos apenas com estas Metas, pois existem vários outros protocolos importantes para implantarmos (como o Protocolo de Prevenção de Tromboembolismo Venoso, Protocolo de Manejo da Dor, entre outros), mas é um bom lugar para começar. Apesar de conhecermos várias estratégias para atingirmos nossos objetivos em cada meta, é um grande desafio colocá-las em prática. Parece muito simples, visto que a grande maioria dos profissionais de saúde tem exatamente este propósito: cuidar bem dos pacientes e se manter em segurança também. Porém, estamos falando de uma importante mudança de cultura, uma transformação nos processos tradicionais habituais, tirando muita gente da sua zona de conforto.

Qual a importância de implantarmos uma cultura de segurança do paciente?

Além das metas de segurança do paciente e dos protocolos, para trabalharmos a cultura de segurança em nossas instituições também precisamos conhecer os conceitos e lições práticas do Cuidado Centrado na Pessoa, Educação em Saúde, Papel do Paciente e Familiares na Segurança do Paciente e das Tecnologias em Saúde.

Como gerenciamos a segurança do paciente numa instituição?

Além disso, não podemos pensar em planos de ação sem antes obtermos um diagnóstico claro de como está a segurança dos pacientes e colaboradores na nossa instituição. Para isso, precisamos nos capacitar para gerenciar uma plataforma de notificações de incidentes, classificando-as de maneira adequada, investigando, monitorando e tratando os incidentes institucionais.

Quais as principais interfaces da segurança do paciente com programas de qualidade e acreditação?

Mas não para por aí! Como implementar um programa de segurança do paciente sem estruturar a nossa instituição com base na Qualidade assistencial? Você sabe aplicar as ferramentas de Qualidade, como Diagrama de Ishkawa, PDCA e FMEA para diagnosticar oportunidades de melhoria? Sabe qual a importância, o que esperar e como organizar a instituição para receber uma Acreditação? Estamos na era da “saúde baseada em valor”, e precisamos aplicar todos estes conceitos de qualidade assistencial, em paralelo com a redução dos desperdícios presentes nos processos.

Qual a importância da epidemiologia para a segurança do paciente?

A epidemiologia é uma ciência que estuda o processo saúde doença sob a ótica de coletividades com a finalidade de prevenir e controlar as adversidades. Obviamente, é a base científica de um bom trabalho de segurança do paciente, como de qualquer outra comissão intra-insticucional que vise prevenir e controlar adversidades. Trabalha com conceito de risco e de causalidade para implementar e monitorar ações que interfiram com a história natural das doenças e agravos em saúde, nos níveis primário, secundário e terciário de prevenção, envolvendo medidas gerais e específicas de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce e readaptação social, no caso de sequelas.

Links:

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/seguranca-do-paciente

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/acessoainformacao/dadosabertos/informacoes-analiticas/nucleos-de-seguranca-do-paciente

https://proqualis.net/sites/proqualis.net/files/CARTILHA_RHP_Digital.pdf

https://www.ismp-brasil.org/site/wp-content/uploads/2015/07/V3N1.pdf

https://www.ccih.med.br/implantacao-de-nucleo-de-seguranca-do-paciente/

Elaborado por Laura Czekster Antochevis

Contatos: [email protected]  ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104

Palavras chaves/TAGs: segurança do paciente, metas de segurança do paciente, saúde baseada em valor, cuidado centrado na pessoa, cultura de segurança



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